terça-feira, 12 de maio de 2026

 

Saúde Mental na NR-1: CTB debate o adoecimento da classe trabalhadora em dia de luta e memória

·          29 de abril de 2026

·         Publicado por: Marcios Mauricio

·         Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ

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Na tarde desta terça-feira (28/04), a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) realizou um debate fundamental para marcar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. O evento, realizado no auditório do SEC-RJ, no centro do Rio, reuniu trabalhadores, sindicalistas e lideranças sob o tema: “A saúde mental do trabalhador entrou na NR-1. E agora, Sindicato?”.

“Nesta terça-feira, não há nada para comemorar. É um dia de memória, reflexão e, acima de tudo, luta! Precisamos enfrentar de frente a precarização, a terceirização e o adoecimento físico e mental que assolam a classe trabalhadora”, alertou a secretária de Saúde do Trabalhador da CTB, Dani Moretti,

O seminário focou em questões que afligem o cotidiano laboral: Você já sentiu que o trabalho está te esgotando? O que as novas regras da NR-1 (item 1.5) dizem sobre isso? Com a atualização da norma, a gestão de riscos ocupacionais passou a incluir, de forma mais direta, os riscos psicossociais, colocando a saúde mental no centro da estratégia sindical.

O evento contou com palestras técnicas e análises profundas sobre o cenário atual:

·         Eduardo Bonfim (DIESAT): O coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho trouxe a visão científica e popular sobre a ecologia humana no trabalho.

·         Vanius Corte (MTE): O Auditor Fiscal do Trabalho detalhou as exigências legais e a fiscalização necessária para que as empresas cumpram o que determina a nova NR-1.

·         Carlos Bernardo (SEC-RJ): Técnico de Segurança do Trabalho e membro da CIPA, Bernardo trouxe a visão prática do chão de loja e a importância da atuação sindical direta na base dos comerciários.

Dani Moretti reforçou que problemas como assédio moral, metas abusivas e condições precárias são armas que colocam em risco a vida de milhões de brasileiros. “A CTB segue mobilizando os sindicatos e cobrando do Estado políticas públicas que garantam trabalho digno e proteção à vida”, pontuou.

O seminário reafirmou que a segurança do trabalho não pode ser vista apenas como o uso de equipamentos de proteção física, mas como a garantia de que o trabalhador não perderá sua sanidade mental no exercício de sua profissão.

CTB: A luta pela vida é a nossa prioridade!

LINK: https://ctbrj.org.br/saude-mental-na-nr-1-ctb-debate-o-adoecimento-da-classe-trabalhadora-em-dia-de-luta-e-memoria/

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

VIVA O DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS!

A FNS-B – Federação Nacional dos Sociólogos-Brasil – vem se unir aos trabalhadores e trabalhadoras, neste primeiro de maio, na defesa da ampliação dos direitos trabalhistas e da cidadania, pelo fim da escala 6X1 (seis dias de trabalho por um de descanso), pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e contra qualquer tipo de violência sofrida pelas mulheres.

O Dia Internacional do Trabalhador e das Trabalhadoras não é só uma data comemorativa, é, acima de tudo, uma data de memória, luta e mobilização da classe trabalhadora por mais direitos. Hoje, 1 de maio de 2026, a classe trabalhadora sairá às ruas e realizará manifestações em todo o Brasil tendo como eixo principal a luta contra a escala 6X1.

A redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe trabalhadora. Países como Holanda, Alemanha, Irlanda, Itália, Austrália, França, dentre outros, reduziram suas jornadas de trabalho semanais para menos de 40 horas com grande sucesso e graças a luta travada pelos trabalhadores e trabalhadoras dessas nações.

Estudos científicos demostram, ao contrário do que toda a grande mídia divulga e em oposição à narrativa das entidades empresariais, que a redução da jornada de trabalho gerará a criação de novos empregos, promoverá ganhos de produtividade, reduzirá a desigualdade social, aumentará o PIB e provocará o crescimento do consumo.

 

No Brasil, as bandeiras pelo fim da 6x1 e pela redução da jornada de trabalho semanal unificou as lutas das centrais sindicais e é uma das propostas do Governo Lula, que enviou PL para o Congresso Nacional propondo a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Essas bandeiras de lutas precisam estar nas campanhas de toda a base do movimento sindical. A Marcha da Classe Trabalhadora à Brasília, ocorrida no dia 15 de abril, promovida pelas centrais sindicais (CUT, CTB e outras centrais), reuniu milhares de trabalhadores para entregar suas pautas de reivindicação ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, tendo como centro das reivindicações o fim da escala 6x1.

 

A violência contra a mulher também é um fato muito grave que atinge a sociedade brasileira. A violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis críticos em 2025, com média de 4 mulheres assassinadas diariamente por motivação de gênero, a maior média desde 2015. Cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica em 2025, com 70% das agressões ocorrendo dentro de casa e 88% das mulheres relatando violência psicológica. A violência contra a mulher também ocorre no âmbito do trabalho, através das diferentes formas de assédio, salários mais baixos, demissões depois da gravide, dentre muitas outras.

 

A luta contra toda forma de violência sofrida pelas mulheres precisa também ser uma das pautas centrais de todas as mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras do país. A FNS-B é uma das entidades nacionais do movimento sindical que tem se manifestado firmemente em defesa da Mulher!

 

A história demonstra que direitos e melhorias das condições sociais só são conquistados com luta. A FNS-B conclama todos os Sociólogos e Sociólogas a se unirem aos demais movimentos sociais na defesa dos direitos do Povo Brasileiro.

 

FNS-B – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS - BRASIL

segunda-feira, 20 de abril de 2026

quarta-feira, 8 de abril de 2026

terça-feira, 31 de março de 2026

Complexo de vira-lata

 Por: Adilson Araújo, presidente da CTB

A expressão “complexo de vira-lata” foi criada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues em 1950 com o propósito de descrever o sentimento de inferioridade e subserviência disseminado em nosso país em relação às nações do chamado 1º Mundo, especialmente os EUA.
É algo muito comum no seio das classes dominantes e de seus líderes e representantes políticos, ou em setores das classes dominantes brasileiras. Temos um bom exemplo da manifestação dessa doença na conduta bizarra e deplorável do senador Flávio Bolsonaro, durante recente conchavo da extrema direita no Texas (EUA).

Entreguismo

Em sua intervenção no encontro fascista, o filho do capitão golpista, hoje amargando a prisão domiciliar, prometeu entregar ao comando dos imperialistas de Washington reservas brasileiras de minerais estratégicos, como as terras raras — como se o Brasil não tivesse competência para gerir seus preciosos recursos naturais.

Orientado por um anticomunismo canhestro e reacionário, o número 1 do clã Bolsonaro procurou justificar o entreguismo, acenando com o fantasma do comunismo chinês. “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos”, proclamou em troca do apoio do imperialismo à sua campanha para a Presidência da República.

Quando os EUA intervieram, direta ou indiretamente, no cenário político brasileiro, foi em defesa dos seus próprios interesses e invariavelmente contra os direitos do povo, em detrimento da democracia e do desenvolvimento nacional.

62 anos atrás

Assim foi no golpe militar de 1964, que teve seus torturadores treinados pelos agentes da CIA e acabou levando o Brasil à bancarrota. No rastro de uma brutal recessão iniciada em 1981, o comando da economia nacional foi entregue ao famigerado FMI, e os generais foram apeados do poder em 1985, após a memorável campanha por eleições diretas para a Presidência.

Convém lembrar que eles também estiveram por trás do golpe do capital contra o trabalho, em 2016, quando instruíram o ex-juiz Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato a promover a lawfare que resultou na condenação e prisão do presidente Lula. Antes disso, andaram espionando a presidenta Dilma Rousseff e autoridades do governo brasileiro, bem como empresas como a Petrobras e a Odebrecht.

Em nações que prezam pela soberania e rejeitam ingerências externas em temas políticos domésticos, o comportamento do senador que enriqueceu ilegalmente com as rachadinhas não seria tolerado, uma vez que configura clara ofensa à dignidade e aos interesses da pátria. Seria punido com a inelegibilidade e até a prisão.

No Brasil, para desgraça dos nativos, as classes dominantes e seus representantes são cúmplices e lacaios do imperialismo, de modo que desprezam os valores, bem como a soberania e a cultura nacionais.

Na contramão da história

Embora seja celebrado em círculos frequentados pela alta burguesia e por seus políticos, o complexo de vira-lata, expresso na conduta servil e entreguista, não merece o apoio do povo brasileiro e deve ser rejeitado e condenado nas urnas, inclusive porque tem um alto custo para o desenvolvimento e os interesses nacionais.

Ademais, o alinhamento subserviente do Brasil aos EUA não está em sintonia com as tendências objetivas da história. Os EUA hoje são como a Inglaterra no início do século 20: um império em decadência, líder de uma ordem mundial em franca decomposição, que mais cedo ou mais tarde deve dar lugar a um novo arranjo geopolítico internacional em que a vontade dos imperialistas de Washington já não será predominante.

A megalomania de Donald Trump não pode evitar esse destino, apesar da supremacia militar. Longe de tornar os Estados Unidos “grandes de novo”, o imperialismo descarado do atual chefe da Casa Branca está isolando o país e deve acelerar, em vez de interromper, a transição em curso para uma nova ordem mundial liderada pela China e pelo BRICS.

Isso me parece inevitável, a menos que uma guerra nuclear encerre prematuramente o drama da civilização humana no planeta Terra. O entreguismo do clã Bolsonaro caminha na contramão da história. O futuro do Brasil está no BRICS, no Sul Global e na integração dos países latino-americanos e caribenhos.

Fonte: CTB https://share.google/pknosXJpP8AgIp48b

Fonte: CTB https://share.google/UCK0Niv4nPIeIt6ts