sábado, 5 de setembro de 2026

Mancomunado com os patrões, Alcolumbre faz manobra com Flávio Bolsonaro e FIESP para adiar votação da PEC 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), demonstrou mais uma vez de que lado está: contra a classe trabalhadora e totalmente subserviente aos interesses dos patrões e da grande burguesia. Cedendo ao intenso lobby promovido pelo senador Flávio Bolsonaro e pela FIESP, Alcolumbre anunciou o adiamento da votação final da PEC 6×1 para depois do primeiro turno das eleições.

“Os patrões novamente impedem os avanços nas garantias sociais da classe trabalhadora. As elites agem exatamente como agiram contra a abolição, contra a CLT e contra o 13º salário. Mas a luta será até a vitória definitiva. Exigimos a votação imediata no Plenário do Senado e a pressão seguirá até que a PEC seja colocada na ordem do dia e saia vitoriosa. É isso que os trabalhadores querem para ter mais saúde, dignidade e vida em família”, afirmou Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.

A manobra articula uma clara tentativa do setor patronal e da oposição conservadora de esvaziar a pressão popular antes do pleito. 

A aprovação da PEC que encerra a jornada 6×1 representa um divisor de águas na saúde física e mental dos trabalhadores brasileiros, além de ser uma medida socioeconômica capaz de gerar milhões de novos postos de trabalho no país.

A CTB convoca os sindicatos filiados, as federações e toda a base de trabalhadores a reforçarem as cobranças sobre os senadores. A tramitação no Plenário do Senado não pode esperar pelo calendário eleitoral dos patrões.

Pelo fim da escala 6×1! Votação já no Plenário do Senado!

FONTE: CTB-RJ

LINK: https://ctbrj.org.br/mancomunado-com-os-patroes-alcolumbre-faz-manobra-com-flavio-bolsonaro-e-fiesp-para-adiar-votacao-da-pec-6x1/

 

A FNS-B E ENTIDADES DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA SE REÚNEM COM O CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

A Federação Nacional dos Sociólogos -Brasil, a FNS-B, participou, no dia 4 de setembro de 2026, virtualmente, do diálogo com o Conselho Nacional de Educação  (CNE), junto às entidades docentes de Filosofia e Sociologia, para tratar da implementação da Lei nº 15.468/2026, sancionada em julho deste ano, que tornou obrigatória a inclusão da Educação Política e dos Direitos da Cidadania no currículo da Educação Básica em todo o Brasil.

O debate foi muito rico e o presidente do CNE, Dr. César Callegari, foi muito receptivo às reivindicações das entidades presentes e marcou nova reunião para dia 11/9 para dar prosseguimento a discussão.
Sociólogos e Sociólogas na luta em defesa do ensino de Sociologia e do mercado de trabalho para os graduados em Ciências Sociais e Sociologia!

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

NOTA DE PESAR - LEJEUNE MIRHAN

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do nosso Querido Lejeune Mirhan, Sociólogo, Professor, Analista Político, autor de dezenas de livros, ex-diretor do Sindicato dos Sociólogos de São Paulo e da Federação Nacional dos Sociólogos, aos 69 anos, dia 6 de agosto. Lejeune foi um grande estudioso da geopolítica internacional, tinha um canal no YouTube, escreveu 23 livros. Lutou incansavelmente pela valorização da profissão de Sociólogo e pela inclusão da disciplina de Sociologia no Ensino Médio. Foi um grande defensor do Povo Palestino. A Sociologia e o Brasil perderam um grande intelectual, um grande combatente das lutas do Povo Brasileiro e um grande defensor do Internacionalismo Proletário!

Lejeune, presente!

Federação Nacional dos Sociólogos -Brasil - FNS-B



quarta-feira, 29 de julho de 2026

CTB-RJ promove seminário sobre reindustrialização para debater o futuro e o desenvolvimento do Estado do Rio

Com o compromisso histórico de liderar as transformações necessárias para a classe trabalhadora fluminense, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ) realiza, no próximo dia 06 de agosto, o seminário “A reindustrialização como base da retomada do desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro”.

O evento, que acontecerá no Salão Nobre do Sindicato dos Comerciários, na Lapa, surge em um momento crucial. Diante de um cenário de desmantelamento produtivo e do abandono sofrido pelo estado nos últimos anos sob o governo de Cláudio Castro, a CTB-RJ reafirma seu papel na linha de frente da reconstrução econômica e social fluminense.

Para Paulo Farias, presidente da CTB-RJ, o seminário não é apenas um espaço de debate teórico, mas um marco de organização política e sindical em um ano eleitoral decisivo:

“A CTB sempre esteve e continua na primeira linha de combate pelo desenvolvimento econômico do nosso país e do nosso estado. O Rio de Janeiro sofreu demais com o esvaziamento de sua indústria, mas nós não aceitamos o papel de sermos meros espectadores da destruição da nossa economia. A CTB-RJ tem um histórico ativo de luta pela retomada do parque industrial fluminense, caminhando lado a lado com entidades fundamentais nessa resistência, como o Sindmar, o Sindmetal-Rio e diversas outras categorias que sentem na pele o peso da desindustrialização. Reconstruir o Rio exige colocar o trabalho decente e a reindustrialização no centro das decisões.”

Um encontro de grandes nomes e reflexões estratégicas

A programação do seminário foi dividida em três mesas de debate ao longo do dia, reunindo alguns dos maiores especialistas, economistas, acadêmicos e lideranças do país para pensar saídas concretas para o Estado do Rio.

A primeira mesa abordará a soberania, o papel do Estado e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde. A programação reúne especialistas, economistas e lideranças em três mesas de debate:

1ª Mesa | Soberania e Desenvolvimento Nacional (10h às 12h):

Miguel Bruno: Desenvolvimento Nacional e Soberania

Mauro Osório: Papel do Estado na Retomada do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro

Carlos Gadelha: Complexo Econômico e Industrial da Saúde e o Projeto Nacional

À tarde, o foco se volta para setores estratégicos, como a Indústria Naval, a Economia do Mar e a Qualificação Profissional:

2ª Mesa | Setores Estratégicos e Qualificação (13h30 às 15h30):

Carlos Filipe Rizzo: A Retomada da Indústria Naval é Fundamental para o Rio de Janeiro

Cecília Rodrigues: A Economia do Mar e a Retomada do Desenvolvimento Estadual

Luiz Edmundo Aguiar: Formação, Qualificação e Requalificação para o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Estado

Encerrando as atividades, a terceira mesa debaterá Políticas Públicas urgentes, como Reforma Urbana, Mobilidade e Saneamento:

3ª Mesa | Políticas Públicas e Infraestrutura (16h às 17h30):

Marcelo Braga Edmundo: Reforma Urbana, Moradia Digna e a Mobilidade

Clovis Francisco do Nascimento Filho: Universalização do Saneamento e a Retomada do Desenvolvimento Estadual

Paulo Farias destaca a relevância das presenças confirmadas para embasar a atuação do movimento sindical:

“Conseguimos reunir um time de palestrantes de enorme peso e capacidade técnica. São nomes que conhecem profundamente a realidade fluminense, o complexo da saúde, a economia do mar e o papel que o Estado precisa voltar a exercer. A presença desses especialistas no nosso seminário fortalece a nossa luta e nos dá munição teórica e prática para propor políticas públicas reais. A voz da classe trabalhadora precisa ser ouvida com propostas sólidas para a geração de empregos de qualidade e a garantia de direitos. Posicionar o Estado do Rio de Janeiro na vanguarda da reindustrialização, da retomada econômica e da sustentabilidade, é o que garantirá transformações tecnológicas que protejam e capacitem os trabalhadores.“

Tema: A reindustrialização como base da retomada do desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro

Data: 06 de Agosto

Horário: A partir das 09h30

Local: Salão Nobre do Sindicato dos Comerciários

Endereço: Rua André Cavalcanti, 33 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ

Realização: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RJ)

FONTE: CTB – RJ

LINK: https://ctbrj.org.br/ctb-rj-promove-seminario-sobre-reindustrializacao-para-debater-o-futuro-e-o-desenvolvimento-do-estado-do-rio/

quarta-feira, 22 de julho de 2026

sábado, 18 de julho de 2026

Juros Altos Sufocam o Brasil, a Luta por Juros Baixos é a Chave para a Retomada

 Por Adilson Araújo, Presidente da CTB

Caros companheiros e companheiras, trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) tem um posicionamento firme e inegociável: a redução dos juros no país é a chave para uma economia viva e pulsante. Não se trata apenas de números e índices; é uma pauta que se traduz diretamente em melhorias concretas para a classe trabalhadora e todo o povo brasileiro, significando geração de emprego, aumento de renda e mais dignidade para as famílias.

O Comitê de Política Monetária (Copom), em suas reuniões que ocorrem a cada 45 dias para redefinir a taxa Selic, tem mantido o índice em patamares inaceitavelmente elevados. Nos três últimos encontros – julho, setembro e novembro – a decisão foi de manter a taxa em 15% ao ano. E os comunicados recentes dão indícios de que essa manutenção deve se repetir na reunião desta semana.

O principal argumento defendido pela autoridade monetária para justificar a Selic elevada é o controle da inflação. No entanto, esse uso da taxa básica de juros é cada vez mais questionado. Os registros dos últimos anos mostram que o aumento de preços de bens e serviços tem se mantido sob controle. Além disso, os movimentos inflacionários que temos sentido no Brasil, como a alta nos preços de alimentos e energia, estão muito mais relacionados a questões sazonais, como problemas ambientais ou geopolíticos. Sobre estes fatores, a elevação dos juros tem pouca ou nenhuma influência efetiva.

Manter a taxa Selic em 15% ao ano é uma escolha que asfixia a produção, encarece o crédito, inibe o investimento e, no fim das contas, penaliza o crescimento, o emprego e, sobretudo, a vida da classe trabalhadora.

Juntos na Luta: Ato Contra os Juros Altos

Nós da CTB nos juntamos às demais centrais sindicais e fomos às ruas, no último dia 09, mesmo debaixo de chuva, para protestar contra as avaliações do Copom e sua teimosia em manter os juros altos. Esta não é uma luta isolada; esta é uma pauta que interessa a todos os trabalhadores e, por isso, a CTB acredita que deve ser mobilizada nacionalmente.

Juros mais baixos significam mais dignidade, mais desenvolvimento e mais oportunidade para o Brasil.

Por isso, o chamado é para unirmos nossas forças e vozes!

É hora de lutar por um Brasil com menos juros e mais oportunidades! A nossa mobilização é a ferramenta para mudarmos essa realidade.

Adilson Araújo Presidente da CTB

Fonte: CTB/RJ

Link: https://ctbrj.org.br/juros-altos-sufocam-o-brasil-a-luta-por-juros-baixos-e-a-chave-para-a-retomada/

domingo, 5 de julho de 2026

CARTA ABERTA DA FNS-B AOS SENADORES E ÀS SENADORAS PELO FIM DA ESCALA 6X1!

 A Federação Nacional dos Sociólogos – Brasil, fundada em 19 de julho de 1989, consolidou a união das antigas associações profissionais e sindicatos estaduais da categoria para representar os interesses trabalhistas e lutar pela profissão de sociólogo e socióloga no Brasil. Em 18 e 19 de julho de 2014, num encontro de entidades sindicais de sociólogos do país, realizado no Rio de Janeiro, depois de alguns anos de inatividade, a Federação dos Sociólogos foi reorganizada.

Nesse momento de efervescência política, fenômeno que marca todo ano eleitoral no Brasil, a FNS-B dirige-se a V.Exa. e aos demais Senadores e Senadoras da República em defesa da PEC que põe fim a escala 6x1, já aprovada na Câmara Federal. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que propõe o fim da escala 6x1 está travada no Senado Federal. A matéria aprovada pela Câmara dos Deputados aguarda definição de rito por parte da vossa Presidência.

O fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso, durante a semana), através de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), tem gerado intensos debates sobre seus possíveis impactos na economia brasileira.

Entidades empresariais, como Fecomércio-SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina) e Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), apoiadas pela oligomídia, apontam sérios riscos para os negócios e o emprego em caso de aprovação da PEC do fim da escala 6×1. Os empresários alegam que o fim dessa escala acarretaria a inviabilidade de setores que dependem fortemente de mão de obra, como restaurantes, comércio no varejo, turismo e saúde, o aumento do custo, risco de desemprego, ameaça de aumento da informalidade na economia e pressão inflacionária devido ao aumento dos gastos com mão de obra.

Sabemos que esses são velhos e carcomidos argumentos, sempre usados contra as reivindicações da classe trabalhadora ao longo da história. Vimos argumentos similares serem levantados por ocasião da instituição do salário mínimo, em 1936, quando da criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em 1943, na ocasião da aprovação da lei do 13º salário, em 1962, dentre tantas outras reivindicações e conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras. De todas essas lutas, talvez a aprovação do 13º salário tenha sido aquela que ocorreu dentro do mais intenso embate ideológico entre as classes sociais no Brasil. A aprovação do 13º se deu dentro do contexto das lutas pelas reformas de base, durante a presidência de João Goulart. Seu governo se estendeu de 1961 a 1964 e ficou marcado pela polarização entre esquerda e direita, tendo sofrido um golpe de estado em 1964.

Grandes batalhas também foram travadas no interior da Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988). Podemos destacar, dentre outras, a luta pela redução da jornada de trabalho. Desde longa data, o movimento sindical reivindicava a redução da jornada para 40 horas semanais. Depois de intensos debates na Constituinte, a bancada progressista conseguiu a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais.

Hoje, a luta pela redução da jornada de trabalho se insere dentro de um contexto histórico de intensa polarização e grandes embates. Pesquisa produzida pela consultoria econômica Germinal sobre os impactos socioeconômicos relativos ao fim da escala 6×1 desconstroem as narrativas empresariais e da grande mídia. O estudo demonstra que a redução da jornada de trabalho, ao contrário de tudo o que a mídia oligopolista diz, geraria a criação de novos empregos, promoveria ganhos de produtividade, reduziria a desigualdade social, aumentaria o PIB e provocaria um efeito multiplicador de consumo (ICL – Notícias, em 20/3/26). Segundo os autores, embora a pesquisa tenha sido feita em Santa Catarina, ela pode ser extrapolada para todo o Brasil. Pesquisa de opinião do Datafolha demonstra também que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1.

A redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe trabalhadora. Países como Holanda, Alemanha, Irlanda, Itália, Austrália, França, dentre outros, reduziram suas jornadas de trabalho semanais para menos de 40 horas com grande sucesso e graças à luta travada pelos trabalhadores e trabalhadoras dessas nações.

A Marcha da Classe Trabalhadora à Brasília, ocorrida no dia 15 de abril deste ano, promovida pelas centrais sindicais (CUT, CTB e outras centrais), reuniu milhares de trabalhadores para entregar suas pautas de reivindicação ao Governo Federal e ao Congresso Nacional e tem como centro das reivindicações o fim da escala 6×1.

Assim, solicitamos a V.Exa. que destrave a tramitação da PEC do fim da escala 6x1 e a ponha em votação. Temos certeza que esse egrégio Senado ficará ao lado do povo brasileiro, como sempre esteve em memoráveis lutas, votando favoravelmente pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário!