segunda-feira, 25 de julho de 2016

CTB REALIZA PESQUISA SOBRE NOVAS ELEIÇÕES



A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em parceria com organizações do movimento social, realiza no próximo dia 7 de julho pesquisa de opinião para saber do povo brasileiro qual sua opinião sobre a realização de novas eleições para presidente.
A pesquisa será aplicada em cinco capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). No Rio de Janeiro, a urna ficará aberta ao longo do dia 7 de Julho, na Praça XV (manhã) e no Buraco do Lume (tarde).
“Diante da conjuntura que testemunhamos a realização de um plebiscito para realização de novas eleições presidenciais se converte em uma saída. O golpe impetrado pelo time de Cunha e Temer trincou a democracia e revelou o confronto entre os três Poderes da República”, avaliou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.
Ele indicou que “o caminho é ouvir o povo. Assim, devolveremos a legitimidade do processo, preservaremos nossa democracia e poderemos achar o caminho para uma agenda positiva para o país, hoje, refém de um governo golpista”.
Quem apoia a realização do plebiscito?
A cada dia, essa bandeira ganha apoio entre os movimentos sociais. Entidades que compõem a Frente Brasil Popular já sinalizam apoio à proposta. A Frente Povo Sem Medo também.
Pesquisas comprovam que a proposta de realização de um plebiscito tem amplo acolhimento pela sociedade. Pesquisa Vox Populi, divulgada no dia 14 de junho, além de mostrar o grau de reprovação da gestão interina de Michel Temer (74%), indicou que 67%, ou seja, mais de dois terços da população declaram aprovar a antecipação da eleição para presidente da República.
Consulta pública realizada através do portal do Senado Federal em maio deste ano revelou que 85% dos que responderam à enquete desejam a realização de novas eleições presidenciais em outubro deste ano. Foram cerca de 50 mil votos a favor da proposta. Apenas 8.861 se declararam contrários.
Já a pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, entre os dias 2 e 13 de junho, mostrou que 89% dos brasileiros consideram que o Brasil está no rumo errado.

Portal CTB – Joanne Mota

Link:
https://ctbrj.wordpress.com/2016/07/05/ctb-realiza-pesquisa-sobre-novas-eleicoes/

quinta-feira, 7 de julho de 2016

“Escola sem partido”, escola silenciada



Por Cleomar Manhas

Como surgiram projetos que ameaçam professores até com prisão. Por que sua proposta, contrária a ideologias é primária, silenciadora de opiniões divergentes e, no fundo… profundamente ideológica
O que seria a tão falada, e pouco explicada “escola sem partido”? Basicamente, trata-se de uma falsa dicotomia, pois não diz respeito à não partidarização das escolas, mas sim à retirada do pensamento crítico, da problematização e da possibilidade de se democratizar a escola, esse espaço de partilhas e aprendizados ainda tão fechado, que precisa de abertura e diálogo.
A pauta que precisamos debater é a da qualidade da educação, e não falácias ideológicas sobre a “não ideologização da escola”, algo que se vê até mesmo em alguns diálogos sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O Plano Nacional de Educação foi aprovado há dois anos. Durante sua tramitação, uma das polêmicas suscitadas foi acerca da promoção das equidades de gênero, raça/etnia, regional, orientação sexual, que acabou excluída do texto do projeto. Por consequência, isso influenciou a tramitação dos planos estaduais e municipais, que também sucumbiram ao lobby conservador e refutaram qualquer menção a gênero, por exemplo, difundindo a falsa tese da aberração intitulada “ideologia de gênero”. Isso causou uma confusão deliberada entre uma categoria teórica e uma pretensa ideologia.
Marivete Gesser, do Laboratório de Psicologia Escolar e Educacional da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que “gênero pode ser caracterizado como uma construção discursiva sobre nascer com um corpo com genitália masculina ou feminina” e, por meio de normas sobre masculinidade e feminilidade, vamos nos construindo como sujeitos “generificados”. O preconceito vem dos discursos que naturalizam os lugares sociais de homens e mulheres como únicas representações, e segregam qualquer outra forma de manifestação. Além disso, em pesquisa realizada por estudantes do ensino médio em Brasília, feita no âmbito do projeto Educação de Qualidade (Inesc/Unicef), constatamos que uma das razões do abandono escolar é a discriminação relativa ao público LGBTI. Razões mais do que suficientes para discutirmos gênero nas escolas.
Qual a ligação entre esses dois temas, “escola sem partido” e “ideologia de gênero”, em momentos tão distintos? O que parece ter diferentes motivações e origens resulta dos mesmos elementos: os fundamentalismos conservadores que tentam passar às pessoas suas ideologias e crenças. Afinal de contas, não são apenas os pensamentos marxistas que são ideológicos, como tentam fazer crer os defensores da “escola sem partido”. Sendo assim, o que significa ideologia então?
Um dos conceitos mais difundidos é o de Karl Marx em parceria com Friedrich Engels, na obra a Ideologia Alemã, em que afirmam ser a ideologia uma consciência falsa da realidade, importante para que determinada classe social exerça poder sobre a outra, bem como a necessidade de a classe dominante fazer com que a realidade seja vista a partir de seu enfoque.
O conceito, no entanto, sofreu inúmeras interpretações, como a de Lênin para a ideologia socialista, como forma de definir o próprio marxismo. Portanto, há ideologia nas diferentes formas de ver e conceber o mundo. Não existe neutralidade. Quando defendem a “não ideologização”, em nome dessa pretensa neutralidade, também estão impregnados de ideologia.
Os teóricos do projeto “escola sem partido” advogam a neutralidade e se dizem não partidários. No entanto, suas intenções são claras: a retroação dos avanços que tivemos nos últimos tempos, especialmente com relação aos direitos humanos. Por exemplo, quando dizem lutar contra a doutrinação, uma das situações apresentadas no site do movimento da “escola sem partido” é um seminário realizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados sobre direitos LGBTI e a política de educação. Eles citam esse caso como uma afronta ao artigo 12 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, afirmando que pais e seus filhos têm que ter uma educação moral de acordo com suas convicções. É uma deturpação do citado artigo, que diz respeito à liberdade religiosa que deve ser respeitada individualmente. Além disso, manipulam e fazem confusão deliberada com a discussão realizada no seminário, que reafirmou a importância de se debater questões de gênero e de sexualidade nas escolas, para que as diferenças não sejam transformadas em desigualdades.
Em outro momento, dizem que os alunos (a quem chamam de “vítimas”) acabam sofrendo de Síndrome de Estocolmo, ligando-se emocionalmente a seus algozes (“professores doutrinadores”). Nesse caso, os estudantes se recusariam a admitir que estão sendo manipulados por seus professores e sairiam furiosos em suas defesas. Para exemplificar, citam momentos identificados como “monstro totalitário arreganha os dentes” e chamam os estudantes de soldadinhos da guarda vermelha.
Em um dos livros desse movimento, é passada a noção de que o professor não é um educador, separando assim o ato de ensinar (passar conteúdos) e educar. O/A professor(a) deveria estar ali apenas para passar conteúdo sem crítica, problematização ou contextualização, em um ato mecânico. Paulo Freire é demonizado como o grande doutrinador – justo ele, que construiu uma obra toda para combater doutrinações.
Esse movimento da “escola sem partido” nasceu em 2004 e não gerou muitas preocupações, porque parecia muito absurdo e coisa pequena. No entanto, tem tomado corpo e crescido, na mesma toada de movimentos fascistas tais como ‘revoltados online’, responsável por apresentar recentemente a proposta da “escola sem partido” ao ministro da Educação do governo ilegítimo. Aliás, é bom dizer que foi a primeira audiência concedida pela pasta da Educação nesta gestão ilegítima. E em vídeo, os criadores da “escola sem partido” e do “revoltados online’ explicam que criaram tais coisas a partir de motivações pessoais. Ou seja, eles tentam impingir ao país projeto com base em impressões e vivências individuais.
A proposta foi apresentada em forma de projeto pela primeira vez no Estado do Rio de Janeiro, pelo deputado Flávio Bolsonaro. A segunda vez foi no Município do Rio de Janeiro, pelo vereador Carlos Bolsonaro – ambos filhos do deputado federal Jair Bolsonaro. E tal proposta já se espalhou por diversas câmaras municipais e assembleias legislativas. Em âmbito nacional, o deputado Izalci (PSDB/DF) apresentou o PL 867/2015 à Câmara Federal, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Dentre várias questões, o artigo 3º do referido projeto diz o seguinte: “Art. 3º. São vedadas, em sala de aula, a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes.” O que viola tais convicções provavelmente será julgado de acordo com o que e com quem quiserem criminalizar. O projeto ainda levanta uma polêmica do século XIX quando se discutia a dicotomia família e escola, o que deveria estar superado no século XXI.
Há vários projetos tramitando apensados a esse, ainda mais perversos. Um deles, do deputado Victório Galli, do PSC/MT, proíbe a distribuição de livros didáticos que falem de diversidade sexual. E há ainda o projeto de lei 1411/2015, do deputado Rogério Marinho PSDB/RN, cujo relator é o mesmo deputado Izalci. Esse projeto tipifica o crime de assédio ideológico, que, de acordo com o projeto, significa: “toda prática que condicione o aluno a adotar determinado posicionamento político, partidário, ideológico ou qualquer tipo de constrangimento causado por outrem ao aluno por adotar posicionamento diverso do seu, independente de quem seja o agente.” E diz ainda que o professor, orientador, coordenador que o praticar dentro do estabelecimento de ensino terá a pena acrescida de um terço. Ou seja, as opiniões fora da escola, tais como nas redes sociais, poderão penalizar o profissional da educação também.
O movimento criou recentemente uma “associação escola sem partido” para ter uma entidade com a qual pudesse recorrer à Justiça em casos que julgasse relevantes. E a primeira ação por eles promovida foi contra o INEP, devido ao tema da redação do Enem de 2015, que tratava de violência contra as mulheres, tema que julgaram doutrinador e partidário. A violência contra as mulheres é reconhecida como grave problema em diversos tratados internacionais de direitos humanos, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), aprovada pela ONU em 1979, e outros que a seguiram. No Brasil, a cada 4 minutos uma mulher dá entrada no SUS por ter sofrido violência física, e 13 mulheres são assassinadas a cada dia – uma a cada 1 hora e 50 minutos. A violência está inclusive nas próprias escolas, como demonstrou a iniciativa “Meu professor abusador”.
Há vários ovos de serpente chocando no momento, em diversos locais, seja no âmbito dos legislativos municipais, estaduais ou nacional, e mesmo nos Executivos, e não temos garantias de que o Judiciário irá barrar tais aberrações. Portanto, nossa única arma é a manifestação, a nossa presença nas ruas e a disseminação de informações a um público maior possível, já que é na internet e em redes como whatsapp que esses grupos têm angariado seguidores, muitos deles muito jovens. É preciso promover debates que esclareçam essas situações que estão amadurecendo na surdina, com pessoas que não nos representam, mas estão em cadeiras que permitem tais movimentos.

Extraído de Outras Palavras

Link: http://outraspalavras.net/brasil/escola-sem-partido-escola-silenciada/

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam ato Fora Temer para o dia 10 de junho



Em nota, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam mobilização nacional para o dia 10 de junho, contra o golpe, o governo provisório de Michel Temer (PMDB-RJ) e os ataques aos direitos do povo.
Compostas por mais de 70 entidades dos movimentos sociais e sindical, as frentes avaliam que, em poucos dias de gestão Temer, "a conta já chegou aos trabalhadores", com o anúncio de medidas como a Reforma da Previdência,  arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, Fies, Prouni e Pronatec e a criminalização e perseguição dos movimentos sociais.
"O golpe veio sob medida para servir os interesses dos grandes capitalistas, nacionais e estrangeiros, e impor o retrocesso neoliberal. A classe trabalhadora é seu principal alvo. A burguesia e seu governo ilegítimo estão determinados a reduzir investimentos em saúde, educação, previdência, assistência social, flexibilizar e suprimir direitos sociais, abrir caminho à terceirização ilimitada da economia, privatizar, entregar o pré-sal ao capital estrangeiro e acabar com a CLT", afirma Adilson Araújo, presidente da CTB.
O dirigente avisa que o povo se manterá firma, mobilizado nas ruas, e nunca reconhecerá um governo golpista.  "Vamos intensificar o trabalho de conscientização e mobilização das nossas bases e garantir o sucesso das manifestações convocadas pela Frente Brasil Popular (FBP). Vai ecoar forte de Norte a Sul do país o grito mais ouvido na Virada Cultural de São Paulo: não ao Golpe, fora Temer. Soa como música aos ouvidos mais atentos da nossa classe trabalhadora. A luta continua, não tem trégua nem conciliação", convoca.
Confira abaixo a íntegra:
Com menos de um mês da aplicação do golpe, a conta já chegou aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. O presidente ilegítimo e golpista, Michel Temer, não esconde o que estava por trás do afastamento ilegal da presidenta Dilma Rousseff: reforma da previdência, com arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, FIES, PROUNI e PRONATEC, criminalização e perseguição dos movimentos sociais.
Os escândalos de corrupção envolvendo Aécio Neves, Temer e Eduardo Cunha demonstram que os chefes do golpe arquitetaram toda movimentação para derrubar a Presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, para parar as investigações da Lava –Jato, usurpar o poder e aplicar o projeto mais neoliberal da história do Brasil.
Não reconhecemos o governo golpista, Temer não governará. A rua já é o nosso lugar de resistência, as ocupações são os comitês de resistência, e a luta o nosso lema. Não temos nada a Temer.
Por isso, convocamos toda população brasileira, que preza pela democracia e que não reconhece o governo golpista, a ocuparem as ruas e avenidas no dia Nacional de Mobilização pelo “Fora Temer”, no dia 10 de junho de 2016. Seremos milhões em todo o Brasil.
Frente Povo Sem Medo
Frente Brasil Popular
                
FONTE: PORTAL CTB

 

terça-feira, 10 de maio de 2016

NOTA DE APOIO À CHAPA 18 - GESTÃO PARA TODOS PARA A DIREÇÃO DO CAMPUS UFRJ-MACAÉ (2016-2018).


A eleição para os cargos de direção do Campus UFRJ-Macaé se realiza num momento de dramática importância para sociedade nacional e local e da própria comunidade universitária, quando os avanços nas conquistas sociais e democráticas da cidadania estão sob forte abalo e a crise econômica provoca instabilidades profundas na região.
Consideramos que a CHAPA 18 - GESTÃO PARA TODOS, reúne as condições de enfrentar os desafios colocados ao Campus UFRJ-Macaé sobre o papel da educação e a missão da universidade pública no Brasil, neste contexto de forte confrontação de interesses.
Entendemos que a missão principal da UFRJ é a de produzir conhecimento de interesse público, isto é, ciência, informação e cultura orientadas para a construção de uma sociedade brasileira democrática, popular, soberana e internacionalizada. Consideramos que para isso é fundamental a uma gestão inclusiva, transparente, ética, e democrática, buscando a participação e a horizontalidade nas relações de trabalho e ensino. A CHAPA 18 se destaca por compartilhar a visão de que é necessário o diálogo franco e democrático no ambiente acadêmico com o intuito de revigorar o prazer da convivência na construção do Campus UFRJ-Macaé de forma coletiva. Pretende também resgatar a visão de protagonismo da Universidade, construindo com criatividade e de forma compartilhada soluções para as demandas da comunidade acadêmica e da sociedade em geral. Para tanto almeja priorizar o desenvolvimento das atividades em instâncias democráticas como fóruns, comissões, núcleos e colegiados. Ressalta-se ainda a busca por resgatar a ideia original do Campus UFRJ-Macaé referente à interdisciplinaridade como elemento importante no desenvolvimento da aprendizagem e ampliação dos recursos para o conhecimento de forma ampla e integrada no processo de ensino-aprendizagem.
Saudamos o compromisso da CHAPA 18 com uma gestão compartilhada entre docentes, técnicos e estudantes, a formulação um novo estatuto a ser elaborado por uma estatuinte e cuja orientação geral provirá de um congresso universitário. Declaramos assim nosso apoio integral a CHAPA 18 que se propõe promover a democratização da universidade, considerada condição indispensável para o efetivo controle social da alocação de recursos e para a produção de conhecimentos, tecnologias e ações articulados às múltiplas demandas da sociedade brasileira
Da mesma forma, com grande entusiasmo, saudamos também o compromisso da Chapa 18 com uma visão ampla de assistência estudantil e com o papel ativo da UFRJ na organização de uma cultura de emancipação da sociedade brasileira. A assistência estudantil deve ir muito além da bolsa e deve ser prioridade, requerendo a atuação da UFRJ como provedora de alimentação, moradia e infra-estrutura de pesquisa. A UFRJ deve se destacar também na produção de cultura, conhecimento e arte para a sociedade brasileira e os seus movimentos sociais, constituindo-se em centro de referência de criação artística, cultural e informacional livre e autônoma.
Por todas estas razões apoiamos com muita convicção e esperança CHAPA 18 para a direção da Campus UFRJ-Macaé na consulta à comunidade universitária que se realizará nos próximos dias 17 e 18 de maio.

terça-feira, 22 de março de 2016

Nota da FNS-B sobre o momento político

O Brasil passa neste momento histórico por uma das suas maiores crises, seja ela política, econômica e social. No campo político, desde o término das eleições de em outubro de 2014, com a reeleição da presidente Dilma Roussef com 54 milhões de votos, a oposição faz uma sistemática campanha contra a mandatária. Adotando a mesa tática da UDN nos anos 1950 contra Getúlio e 1960 contra Jango, que era “se ganhar não toma posse e se tomar posse não governa”. Adota o lema de quanto pior melhor. E para isso todos os meios possíveis justificam o fim da abreviação do seu mandato. Votam temas e propostas na Câmara dos Deputados que jamais teriam votado sob o governo tucano anterior, mesmo que isso possa levar o país à bancarrota.
O quadro mais surreal possível que assistimos neste momento é que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, flagrado com milhões de dólares em contas protegidas na Suíça e não declaradas ao fisco, conduz um processo de impeachment da presidente quando não há sequer uma prova de que ela tenha cometido crime de responsabilidade como determina a Constituição nestes casos.
O quadro vai ficando dramático em função de uma polêmica “operação” chamada de Lava Jato, com 24 ações e operações, todas elas com ampla cobertura na mídia, que vai passando por cima das leis e da própria Constituição da República. Os dois episódios mais grotescos cometidos pelo juiz do PR que virou herói da classe média, foram o sequestro do ex-presidente Lula em 4 de março e o grampo imposto em ninguém menos que a presidente da República em 11 de março.
O que está em jogo em nosso país é a garantia de que seguiremos um país democrático e que respeita suas leis, sua Constituição e o resultado de eleições presidenciais. Sabemos que o pano de fundo de tudo isso envolve pelo menos: 1. A apropriação do nosso pré-sal; 2. Criminalização dos movimentos sociais; 3. Instauração de um estado comandado por uma ditadura judicial-midiática (aliança de juízes, promotores, policiais com a imprensa golpista); 4. Saída do Brasil dos BRICS, fim do Mercosul e criação da ALCA; 5. Retomada acelerada das privatizações (incluindo a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal entre outras) e 6. Elevação brutal do superávit primário, canalizando ainda mais bilhões e bilhões de juros para os rentistas nacionais e internacionais.
Os sociólogos brasileiros pagaram caro pela ditadura de 21 anos em nosso país (1964-1985). Vários de nossos colegas foram mortos, cassados, aposentados compulsoriamente, exilados, presos e torturados. Resistimos nos anos de chumbo do regime militar. Desde 1979 quando passamos a realizar nossos Congressos Nacionais estes sempre aprovaram em suas plenárias finais, documentos de análise política e de conjuntura, colocaram-se ao lado do povo mais sofrido e em defesa da democracia e do pleno estado democrático de direito.
Neste momento, mais uma vez, não ficaremos omissos. Em função disso, a nossa Federação Nacional dos Sociólogos – Brasil vem a público clamar em alto e bom som que não aceitaremos golpe de estado, não aceitaremos nenhum retrocesso em nossas conquistas democráticas e somaremos nossas vozes e nossa ação ao lado de juristas, intelectuais, artistas, lideranças sindicais e populares que, neste momento, defendem com firmeza a bandeira da democracia e dizem bem alto: NÃO VAI TER GOLPE! Nós também gritaremos juntos.

* Defesa do Estado Democrático de Direito;
* Garantia de amplas liberdades políticas e respeito às leis e à nossa Constituição;
* Não à criminalização dos movimentos sociais;
* Defesa do mandato da presidente Dilma Roussef;
* Não ao golpe que está em curso em nosso país.

Rio de Janeiro, 21 de março de 2016.


Federação Nacional dos Sociólogos - Brasil

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ELEIÇÕES NO SINDSERJ

Foi eleita a Chapa Única - Fortalecendo o Sindserj - presidida por Nilton Soares de Souza Neto, no último dia 3 de fevereiro, para um mandato de 3 anos (2016-2019).


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CHAPA - ELEIÇÕES SINDSERJ - GESTÃO 2016-2019



DIRETORIA

PRESIDENTE: NILTON SOARES DE SOUZA NETO
VICE-PRESIDENTE: UBIRAJARA BENTO MARQUES
TESOUREIRO: VITOR BAHIA E SILVA
SECRETÁRIO: MÁRCIO FRANCO XAVIER VIEIRA
DIRETOR DE RELAÇÕES DE TRABALHO, GÊNERO  ETNIA: JOSÉ HENRIQUE CARVALHO ORGANISTA
DIRETOR DE RELAÇÕES INTERSINDICAIS E MOVIMENTOS SOCIAIS: ALEXANDRE FERNANDES  CORRÊA
DIRETOR DE COMUNICAÇÕES: JOSÉ CARLOS MADUREIRA SIQUEIRA

SUPLENTES:
1-      RODRIGO LOPES CAVALCANTI RIBEIRO
2-      THEÓFILO COBEÇO MACHADO RODRIGUES
3-       MIRIAN CRISTINA DA SILVA DOLZANI
4-      NATÁLIA PEREIRA LIMA
5-      ALESSANDRO FARAGE FIGUEIREDO
6-      ANTONIO CLÁUDIO MENEZES
7-      RODRIGO NUNES LOPES PEREIRA

CONSELHO FISCAL
TITULARES
1-      ELISA GRANDA DE ARRUDA BOTELHO
2-      MÁRCIA BERNARDI DE SOUSA
3-      PAULO DAVID TABIRA ESTEVES DOS SANTOS

SUPLENTES:
1-      ROBERTO BUSQUET
2-      LUCIANO CERQUEIRA
3-      ANDRÉ LUIZ DOS SANTOS