domingo, 31 de maio de 2026

Adilson Araújo defende fim da escala 6×1 e destaca impacto da medida na vida das mulheres

 

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo,defendeu o fim da escala 6×1 durante participação na abertura do no 7º Encontro de Mulheres da CTB realizado na tarde desta sexta-feira (29). Em sua fala, o Adilson criticou declarações contrárias à redução da jornada de trabalho e destacou os avanços recentes na valorização dos trabalhadores.

Ao comentar uma declaração feita durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o dirigente afirmou que esse tipo de posicionamento representa uma visão ultrapassada das relações de trabalho. “Essa opinião é parte de uma visão predatória daquilo que predominou por três séculos e meio no tempo da escravidão”, declarou.

Segundo o presidente da CTB, o país vive um momento de importantes conquistas para a classe trabalhadora. Ele citou a aprovação da igualdade salarial entre homens e mulheres e a discussão sobre o fim da escala 6×1 como exemplos de avanços recentes.

“Nós estamos bem perto de assistir à possibilidade de pôr fim à extenuante e exaustiva escala 6×1”, afirmou.

Durante o discurso, Araújo ressaltou que a redução da jornada teria impacto ainda mais significativo na vida das mulheres.

“Se a redução da jornada de trabalho importa muito à vida da nossa gente, eu diria mais ainda à vida das mulheres”, disse.

O dirigente destacou que muitas trabalhadoras enfrentam uma dupla jornada, acumulando responsabilidades profissionais e domésticas. Para ele, essa realidade torna ainda mais urgente a discussão sobre melhores condições de trabalho.

Ao defender a proposta, Adilson citou experiências internacionais que associam jornadas menores ao aumento da produtividade e à geração de empregos. Ele também criticou os baixos salários praticados no país e apontou que muitos jovens acabam buscando alternativas de renda fora dos modelos tradicionais de contratação.

Na parte final da fala, o presidente da CTB reforçou a importância da organização política e sindical para a conquista de novos direitos.

“As coisas podem melhorar, mas dependem muito de uma mudança política substancial”, afirmou.

Adilson também fez um chamado à mobilização dos trabalhadores e dirigentes sindicais.

“O nosso papel efetivamente no movimento sindical é lutar, transformar e ser revolucionário, é ter a capacidade de promover as transformações do nosso tempo”, concluiu

·         liviabruna

·         maio 29, 2026

·         3:56 pm

Link: https://www.ctb.org.br/2026/05/29/adilson-araujo-defende-fim-da-escala-6x1-e-destaca-impacto-da-medida-na-vida-das-mulheres/

 

 

 

O Fim da Escala 6×1 é Tendência Mundial: O Brasil Não Pode Ficar no Atraso

 

A luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho ganhou força definitiva no Brasil, mas essa não é uma batalha isolada. Ao redor do mundo, nações desenvolvidas e vizinhos latino-americanos já entenderam que o bem-estar do trabalhador é o motor da produtividade moderna. A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) reafirma que a dignidade humana deve prevalecer sobre modelos de exploração ultrapassados.

“O Brasil precisa superar o atraso. Enquanto países desenvolvidos testam a semana de quatro dias, nós lutamos pelo básico: dois dias de descanso. O fim da escala 6×1 é um passo fundamental para humanizar as relações de trabalho e combater o adoecimento da nossa base. Nossa mobilização será total até que o descanso digno seja um direito garantido.”, afirma Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.

Enquanto o Brasil ainda debate a transição, diversos países já consolidaram jornadas que garantem mais tempo livre. Na Europa, países como Noruega, Dinamarca e Alemanha adotam jornadas semanais que variam entre 35 e 38 horas, tornando a escala 6×1 praticamente inexistente. A Islândia tornou-se um caso de sucesso absoluto ao testar a semana de 4 dias, provando que menos horas trabalhadas resultam em trabalhadores mais felizes e empresas mais eficientes.

Na América Latina, a mudança já começou. O Chile aprovou a redução gradual para 40 horas semanais, e a Colômbia segue o mesmo caminho. No México, o debate para reduzir a jornada de 48 para 40 horas está no centro da pauta legislativa, mostrando que a região busca superar o atraso colonial na relação capital-trabalho.

Para a CTB, o Brasil precisa se espelhar nos exemplos de vanguarda.

A CTB segue firme na pressão junto ao Congresso Nacional para que a PEC que acaba com a escala 6×1 seja votada favoravelmente, no próximo dia 27 de maio. Não se trata apenas de descansar mais, mas de viver melhor, gerar mais empregos e modernizar a economia brasileira de forma justa e humana.