domingo, 27 de agosto de 2023

Claudio Castro, Pare de Nos Matar: As Favelas e Periferias Querem Paz! 11 de agosto de 2023Publicado por: José MedeirosCategoria: Notícias CTB-RJNenhum comentário Os episódios dos últimos dias na Cidade de Deus refletem o que é uma rotina de terror para a população das favelas e periferias cariocas. O adolescente Thiago Menezes Flausino morreu baleado na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio na madrugada desta segunda-feira (7). Ele foi baleado por volta da 0h40, na Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes, a via principal da comunidade. Essa é uma realidade fluminense que precisa mudar. Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Maré, muda o nome da comunidade, mas não muda a realidade: escolas fechadas, postos de saúde deixando de funcionar em virtude de confrontos que levam terror e ceifam vidas inocentes todos os dias em nosso Estado. É urgente repensar a forma como se faz segurança pública no Rio de Janeiro. As favelas e periferias não podem ficar à mercê de operações em horários de grande circulação de pessoas, que colocam vidas inocentes em risco e transforma a vida de trabalhadores e trabalhadoras em verdadeiros filmes de terror. “O governador Cláudio Castro tomou uma decisão de governo que vai ser lembrada para todo o sempre: o inimigo a ser abatido é o pobre, pobre e morador das favelas do Rio de Janeiro. E para executar essa cruel missão, as forças de segurança são não titubeiam. Os números de vítimas inocentes comprovam que o despreparo e a violência gratuita são as marcas principais das ações policiais. A presença policial é a única presença do estado nas áreas carentes do Estado. Nessas áreas o estado não se faz presentes com saneamento básico, moradia digna, segurança, cultura, lazer, saúde e educação, necessidades básicas para um ambiente digno e saudável. As operações também retiram milhares de crianças das salas de aulas, impedem o funcionamento dos equipamentos de saúde próximos à esses bairros, os transportes e a vida do comércio também são duramente afetados. É um caos, um terror. E isso precisa ser estancado. Cláudio Castro, pare de nos matar.” – falou o Presidente da CTB, Paulo Sérgio Farias

 Link: https://ctbrj.org.br/2023/08/11/claudio-castro-pare-de-nos-matar-as-favelas-e-periferias-querem-paz/

Claudio Castro, Pare de Nos Matar: As Favelas e Periferias Querem Paz!

Os episódios dos últimos dias na Cidade de Deus refletem o que é uma rotina de terror para a população das favelas e periferias cariocas.  O adolescente Thiago Menezes Flausino morreu baleado na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio na madrugada desta segunda-feira (7). Ele foi baleado por volta da 0h40, na Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes, a via principal da comunidade.

Essa é uma realidade fluminense que precisa mudar. Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Maré, muda o nome da comunidade, mas não muda a realidade: escolas fechadas, postos de saúde deixando de funcionar em virtude de confrontos que levam terror e ceifam vidas inocentes todos os dias em nosso Estado.

É urgente repensar a forma como se faz segurança pública no Rio de Janeiro. As favelas e periferias não podem ficar à mercê de operações em horários de grande circulação de pessoas, que colocam vidas inocentes em risco e transforma a vida de trabalhadores e trabalhadoras em verdadeiros filmes de terror.

“O governador Cláudio Castro tomou uma decisão de governo que vai ser lembrada para todo o sempre: o inimigo a ser abatido é o pobre, pobre e morador das favelas do Rio de Janeiro. E para  executar essa cruel missão, as forças de segurança são não titubeiam. Os números de vítimas inocentes comprovam que o despreparo e a violência gratuita são as marcas principais das ações policiais. A presença policial é a única presença do estado nas áreas carentes do Estado. Nessas  áreas o estado não se faz presentes com saneamento básico, moradia digna, segurança, cultura, lazer,  saúde e educação, necessidades básicas para um ambiente digno e saudável. As operações também retiram milhares de crianças das salas de aulas, impedem o funcionamento dos equipamentos de saúde próximos à esses bairros, os transportes e a vida do comércio também são duramente afetados. É um caos, um terror. E isso precisa ser estancado. Cláudio Castro, pare de nos matar.” – falou o Presidente da CTB, Paulo Sérgio Farias

PROGRAMA CONEXÃO SOCIOLOGIA


 

quarta-feira, 29 de março de 2023

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

A FNS-B – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS –BBRASIL REPUDIA VEEMENTEMENTE OS ATOS CRIMINOSOS CONTRA AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS

 


A FNS-B – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS –BBRASIL E OS SINDICATOS DE SOCIÓLOGOS DE TODO O BRASIL REPUDIAM VEEMENTEMENTE OS ATOS CRIMINOSOS CONTRA AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS

 

A FNS-B, Federação Nacional dos Sociólogos Brasil e seus sindicatos integrantes, em nome de todos e todas sociólogos e sociólogas do Brasil, repudia veementemente todo e qualquer movimento de vandalismo, de terrorismo e de golpismo contra às Instituições Democráticas do Páis  e  qualquer forma de contestação ilegal do resultado de eleições livres, limpas e consagradoras como as que tivemos em outubro de 2022.

 

Os arruaceiros de hoje, que depredaram e vandalizaram os prédios dos três poderes em Brasília, são contra o Brasil e o Estado Democrático de Direito.

Os criminosos arruaceiros e aqueles que os financiam devem ser imediatamente identificados e punidos!

Todo apoio ao Governo Lula, eleito democraticamente pelo povo brasileiro e defesa irrestrita das Instituições da República!

 

 

Brasília, 8 de janeiro de 2023.

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Valor do salário mínimo previsto na Constituição seria de R$ 6.306,97 em setembro, 5,20 vezes o mínimo atual

 Um dos temas centrais da campanha em curso para a Presidência é o salário mínimo. O atual governante corre deste debate como o diabo da cruz, pois foi e é um algoz da classe trabalhadora. Ele não só acabou com a política de valorização do salário mínimo como reduziu o valor real do piso nacional, instituindo reajustes abaixo da inflação, razão pela qual o mínimo está hoje tão baixo.

Percebe-se isto quando se leva em conta o valor que seria necessário para garantir à família do assalariado uma vida modestamente decente, definido na Constituição Brasileira. Conforme cálculos do Dieese em setembro este valor, que o órgão caracteriza de salário mínimo necessário, ficou em R$ 6.306,97, ou 5,20 vezes o mínimo de R$ 1.212,00.

Arrochado, o piso atual não cobre sequer as necessidades elementares do trabalhador e sua família, pois adquire não muito mais que uma cesta básica. Em setembro de 2022, o preço da cesta básica na cidade de São Paulo, hoje a mais cara do país, subiu a R$ 750,74, conforme o Dieese. Na comparação com setembro de 2021, aumentou 11,48%.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador que ganha o piso precisou comprometer, em setembro, 66,96% da remuneração para adquirir a cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em agosto, o percentual comprometido foi de 66,88% e, em setembro de 2021, ficou em 66,19%.

Além da alimentação, as famílias assalariadas têm de cobrir despesas com aluguel, transporte, vestuário, saúde e educação, entre outras coisas básicas. A sobrevivência torna-se uma arte complexa e dolorosa para a classe trabalhadora situada nesta faixa de renda.

A política de valorização do salário mínimo instituída pelo governo Lula promoveu um aumento real do piso (além da inflação) superior a 70%. O efeito cascata sobre as demais faixas salariais foram fortes, os salários subiram e o conjunto da classe trabalhadora foi beneficiada pela política do ex-presidente, que deixou de ser aplicada pelo governo Temer e acabou sob Bolsonaro.

Não só os trabalhadores, mas o conjunto da sociedade brasileira lucrou com a valorização dos salários e do trabalho. O consumo do povo trabalhador aumentou sensivelmente, fortalecendo o mercado interno e estimulando o crescimento da economia e o desenvolvimento nacional.

Lula prometeu reestabelecer a política de valorização do salário mínimo, além de revisar a reforma trabalhista que subtraiu direitos e aprofundou a precarização das relações de produção. Essas são razões fortes para receber o voto da classe trabalhadora em 30 de outubro.

Portal da CTB

Link: https://ctb.org.br/economia-3/valor-do-salario-minimo-previsto-na-constituicao-seria-de-r-6-30697-em-setembro-520-vezes-o-minimo-atual/

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Ricardo Antunes: se não lutarmos, todos nós seremos uberizados

 

Sociólogo afirma que operariado migrou para o setor de serviços e que trabalhador precarizado precisa reinventar socialismo; veja vídeo na íntegra

O sociólogo e professor Ricardo Antunes localizou a expansão do proletariado atual no setor dos serviços, sobretudo no sul do mundo. A argumentação foi em entrevista ao jornalista Breno Altman, no 20 MINUTOS desta segunda-feira (15/08), 

"Dizer que o proletariado acabou é uma tese eurocêntrica”, afirmou o autor do livro recém-lançado Capitalismo Pandêmico (Editora Boitempo), que define o estágio presente do capitalismo brasileiro em função da pandemia do coronavírus, do “pandemônio" bolsonarista e da pandemia da uberização disseminada na sociedade.

Antunes descreve a transformação maiúscula operada no mundo do trabalho, no qual a precarização afeta todos os segmentos, seja o industrial, o agrícola ou o de serviços: “a grande fábrica, como era a de Charlie Chaplin em Tempos Modernos, acabou. A Ford do Brasil tinha 7 mil operários só em São Bernardo e foi embora do Brasil. O complexo da Volkswagen chegou a ter mais de 40 mil operários e hoje tem muito menos que um terço disso. E produz mais, porque é mais robotizada e automatizada.”

Mesmo assim, na avaliação do professor, o conceito de sociedade pós-industrial é equivocado, já que a evolução tecnológica é acompanhada por novos modos de industrialização. Sob esse pano de fundo, o capitalismo financeiro opera a privatização e a transformação dos serviços: 

O professor cita exemplos: "quando quero comprar qualquer porcaria, entro na Amazon e vem um trabalhador entregar aqui. Quem empacota e entrega o que comprei? Google, Facebook, Airbnb e Rappi geram mais-valia”. Ele adverte que a reinvenção do socialismo deverá acontecer a partir das lutas desse proletariado de serviços, o que mais cresce planetariamente. 

Reprodução
No 20 Minutos, Antunes descreveu a transformação "operada no mundo do trabalho"

"Se não lutarmos, todos nós seremos uberizados: médicos, médicas, enfermeiros, enfermeiras, professores, professoras, jornalistas, advogados, advogadas, trabalhadores domésticos, trabalhadoras domésticas, eletricistas, todos”, afirma, acrescentando que qualquer tipo de trabalho sem direitos significa uma regressão brutal da humanidade. 

Antunes reconhece o momento histórico particularmente adverso, em termos globais. O estágio atual, segundo ele, é de contrarrevolução preventiva do capitalismo, operada por líderes de feições neofascistas como Donald Trump, Jair Bolsonaro e Viktor Orbán.

Para ele, a pandemia da covid-19 amplificou uma crise que já era sistêmica: “de 1973 para cá, o capitalismo entrou na era da destruição. Ele só pode se reproduzir, valorizar e acumular destruindo. É devastação da natureza, do trabalho e do gênero humano, com racismo, feminicídio, xenofobia. Nada disso foi causado pela pandemia, ela desnudou e exasperou essa tragédia. Além de ser expansionista, incontrolável e destrutivo, o capitalismo atual é belicista." O sociólogo coloca os Estados Unidos na vanguarda do processo.

A era tecnológica se desenvolve à base da chamada uberização, que soma superexploração do trabalho e espoliação capitalista. Antunes comenta o fato de que a revolução tecnológica não significa avanço para a maioria esmagadora dos trabalhadores: "ela é controlada pelas grandes corporações globais para dar mais lucro, é tecnologia para enriquecimento. O mundo está caindo pelas tabelas e delinquentes mundiais como Elon Musk e Jeff Bezos estão programando a especulação, a exploração e a privatização do espaço."

Antunes modifica a formulação “socialismo ou barbárie” de Rosa Luxemburgo para chegar à conclusão de sua argumentação: “na barbárie já estamos, agora só temos uma alternativa. Ou é o socialismo, ou é o fim da humanidade."

FONTE: OPERA MUNDI

LINK: https://operamundi.uol.com.br/20-minutos/76151/ricardo-antunes-se-nao-lutarmos-todos-nos-seremos-uberizados