domingo, 1 de outubro de 2023

Governo do Estado Inaugura Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Mas Não Põe Ninguém Para Trabalhar Lá

 Portal CTB/RJ: Publicado por: José MedeirosCategorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ

A CISTT (Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora) realizou na última terça-feira, dia 19, uma visita para avaliar as condições da nova unidade do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), inaugurada no dia 4 de setembro pelo então Secretário Estadual de Saúde Dr Luizinho, que seria exonerado do cargo para assumir sua vaga de deputado federal oito dias depois. Apesar da inauguração, os representantes da classe trabalhadora não encontraram a unidade funcionando.

O espaço fica localizado na Rua Silva Jardim, no centro do Rio de Janeiro e deveria ter à sua disposiçã uma equipe multiprofissional com médicos, dentistas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos em segurança do trabalho. Até o momento, pelo que pode ser apurado, a unidade tem somente 1 enfermeira disponível, o que inviabiliza seu funcionamento.

O CEREST foi inaugurado com a promessa de ser um espaço de acolhimento a doenças relacionadas à atividade profissional, como lesão por esforço repetitivo (LER), problemas de saúde mental, tendinite, entre outras. Um local onde o trabalhador, após atendido, sairia encaminhado com data, hora e local para tratamento na atenção primária à saúde e foi classificado, na inauguração, pelo então Secretário de Saúde Dr. Luizinho como sendo “um avanço extraordinário em prol da saúde física e psicológica de todo trabalhador”. Infelizmente não existe avanço sem o funcionamento do equipamento.

A Secretária de Saúde do Trabalhador e Segurança no Trabalho da CTB-RJ, Dani Moretti, que atualmente preside a CISTT e o Conselho Estadual de Saúde, falou ao Portal CTB-RJ sobre a situação do CEREST após a visita:

“A CTB, como participante ativa do Conselho Estadual de Saúde, esteve no Centro de Referência de Saúde do Trabalhador do Estado do Rio de Janeiro junto com a CISTT e encontramos apenas salas vazias, papeis e textos sobre as mesas, quadros de agendas de reunião. Ou seja, todo um cenário feito para iludir quem lembrasse que este Centro foi reinaugurado há 15 dias. O que encontramos no CEREST é uma estrutura sem trabalhadores e com nenhuma previsão para começar a atender aos trabalhadores após uma inauguração que só fez iludir o trabalhador fluminense.”

Dani Moretti, em sua avaliação, criticou a inauguração e ausência de profissionais, fazendo um chamado ao movimento sindical para não deixar esse descaso com a saúde da classe trabalhadora cair no esquecimento:

“O Secretário de Saúde, que garantiu o nome na placa de inauguração, já foi para Brasília, os funcionários concursados tampouco aparecem. Não tem coordenação, nem perspectiva. Resta ao movimento sindical registrar os nomes e pressionar ,porque ano que vem é ano eleitoral! Nós da Saúde do Trabalhador, não aceitamos esse  desrespeito, estrutura que se inaugura, tem que funcionar. Ou então, inaugurou pra que? Qual interesse em inaugurar uma estrutura que não funciona e não atende a ninguém?”

Estimativas apontam que existem mais de R$ 3 milhões de repasses do governo federal para projetos do CEREST na área de saúde do trabalhador que encontram-se bloqueados pela ausência de projetos na área por parte do poder público do nosso estado, um enorme descaso com o trabalhador e a trabalhadora do Rio de Janeiro.

A Professora Fátima Sueli Neto Ribeiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Fórum Intersindical de Saúde do Trabalhador participou da visita e foi firme na avaliação do que encontrou ao entrar nas instalações do CEREST.

“Nós tivemos hoje aqui no CEREST, quinze dias depois da inauguração formal e já com o novo secretário de saúde e encontramos uma estrutura que ainda não funciona, está absolutamente vazia. Quinze dias depois de uma inauguração feita para virar notícia na imprensa e gerar imagens aos políticos, os trabalhadores  continuam sendo desrespeitados e não atendidos pela política pública do Estado, visto que para o Ministério da Saúde, que veio aqui na inauguração, a unidade já tá funcionando. Só que na verdade não está e vamos informar a sociedade inteira que o que aconteceu aqui foi uma informação pra inglês ver”

A dirigente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e do Sindicato dos Rodoviários, Ângela Maria Lourenço classificou a visita como péssima e também criticou a ausência de profissionais para atendimento aos trabalhadores e às trabalhadoras:

“A visita foi péssima! Nada está funcionando. A estrutura está muito bonita, as salas são ótimas mas a saúde do trabalhador não está sendo atendida nesse espaço pois ele ainda não está funcionando. Não tem médico, não tem enfermeira, tudo que encontramos foi uma uma recepcionista pra nos receber e auxiliar.”

O Sindicato dos Comerciários, entidade filiada à CTB-RJ, também teve uma representante na visita técnica e enviou seu profissional técnico de segurança do trabalho para auxiliar nos trabalhos junto com a diretora Nilza. Para ela, a visita foi uma grande decepção:

“Foi uma grande decepção o que encontramos aqui no Cerest! Viemos para colaborarmos com andamento das coisas e não encontramos ninguém! Só tinha uma recepcionista, as instalações não funcionam e não tem nenhuma previsão de quando irá começar a funcionar. É decepcionante, afinal de contas o espaço já foi inaugurado, deveria ter pessoas trabalhando aqui e atendendo aos trabalhadores e às trabalhadoras. Mas isso não acontece.”

Também dirigente do Sidicato dos Rodoviários e da NCST, William Porto endossou as críticas dos demais sindicalistas:

“Estamos aqui na depois da inauguração e nos foi prometido que esta repartição estaria funcionando. A estrutura está muito bonita, a gente sabe que existem funcionários concursados que poderiam estar trabalhando aqui, mas a realidade é que não tem ninguém trabalhando. Encontramos aqui apenas uma fachada. Nós queremos saber dos gestores onde estão os servidores que vão trabalhar no CEREST?”

O QUE É O CEREST?

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Cerest é um local de atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além de atender diretamente o trabalhador, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem, na região onde se encontram. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas.

 

O que é:

• unidade regional especializada no atendimento à saúde do trabalhador;

• tem como modelo a Atenção Básica de Saúde;

• é vinculado à Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast).

O que faz:

• presta assistência especializada aos trabalhadores acometidos por doenças e/ou agravos relacionados ao trabalho;

• realiza promoção, proteção, recuperação da saúde dos trabalhadores;

• investiga as condições do ambiente de trabalho utilizando dados epidemiológicos em conjunto com a Vigilância Sanitária.

Quem é atendido:

• trabalhador encaminhado pela Rede Básica de Saúde;

• trabalhador formal dos setores privados e públicos;

• trabalhador autônomo;

• trabalhador informal;

• trabalhador desempregado acometido de doença relacionada ao trabalho realizado.

Como é o atendimento:

Uma equipe de profissionais qualificados faz um diagnóstico do estado de saúde do usuário. Se for constatada a relação da doença com o trabalho, ele é atendido no ambulatório de saúde do trabalhador, caso contrário, é encaminhado a outros serviços da Rede SUS.

Histórico

A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador, Renast, foi criada em 2002, por meio da Portaria no 1.679/GM, com o objetivo de disseminar ações de saúde do trabalhador, articuladas às demais redes do Sistema Único de Saúde, SUS. A Renast deve integrar a rede de serviços do SUS por meio de CEREST.

Cabe aos CEREST, no âmbito da RENAST:

Desempenhar as funções de suporte técnico, de educação permanente, de coordenação de projetos de promoção, vigilância e assistência à saúde dos trabalhadores, no âmbito da sua área de abrangência;- dar apoio matricial para o desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador na atenção primária em saúde, nos serviços especializados e de urgência e emergência, bem como na promoção e vigilância nos diversos pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde

Atuar como centro articulador e organizador das ações intra e intersetoriais de saúde do trabalhador, assumindo a retaguarda técnica especializada para o conjunto de ações e serviços da rede SUS e se tornando pólo irradiador de ações e experiências de vigilância em saúde, de caráter sanitário e de base epidemiológica

Os CERESTs deem ser utilizados por todos os trabalhadores sejam eles, urbanos ou rurais, individuais ou coletivos, formais ou informais, ativos ou inativos com ou sem vínculos empregatícios, acometidos ou com suspeita de doença/acidente de trabalho.

Link: https://ctbrj.org.br/2023/09/21/governo-do-estado-inaugura-centro-de-referencia-em-saude-do-trabalhador-mas-nao-poe-ninguem-para-trabalhar-la/

Outubro Rosa: Conscientização e prevenção contra o câncer de mama

 Portal CTB: Publicado 01/10/2023 - Atualizado 29/09/2023

O mês de outubro é internacionalmente dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, uma iniciativa que ganhou força nos anos 1990 com o movimento Outubro Rosa. Inicialmente começou com um simples gesto: o laço cor-de-rosa, símbolo de prevenção ao câncer de mama, distribuído durante a primeira Corrida pela Cura em Nova York pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Desde então, o outubro Rosa se tornou uma campanha global, realizada anualmente, visando compartilhar informações cruciais e promover a conscientização sobre o câncer de mama, contribuindo significativamente para a redução da incidência e mortalidade dessa doença devastadora.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está profundamente envolvida nessa causa, concentrando seus esforços na prevenção, especialmente fortalecendo o acesso à atenção básica para que as mulheres possam realizar suas mamografias regularmente. “Se tiver algum diagnóstico, que seja a tempo para realizar os seus tratamentos”, ressalta Debora Raymundo Melecchi, secretária Adjunta de Saúde da CTB. O foco não é apenas diagnosticar precocemente, mas também garantir que o governo forneça diferentes linhas de cuidado, desde acompanhamento multidisciplinar até estruturas hospitalares adequadas

Para Elgiane Lago, secretária de Saúde e Meio Ambiente do Trabalho da CTB, este mês é uma oportunidade crucial para conversar sobre o câncer de mama, não apenas entre mulheres de todas as idades, mas também nos ambientes de trabalho. É um período marcado por ações afirmativas, todas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama.

Câncer de Mama: Uma realidade preocupante

O câncer de mama é a forma mais comum de câncer entre mulheres, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Estatísticas alarmantes indicam que cerca de 2,3 milhões de novos casos foram diagnosticados em todo o mundo em 2020, representando quase 25% de todos os tipos de câncer em mulheres. No Brasil, estimativas para 2021 indicaram 66.280 novos casos, com um risco estimado de 61,61 casos para cada 100 mil mulheres.

Infelizmente, o câncer de mama lidera as estatísticas de mortalidade por câncer entre mulheres no Brasil. As taxas mais altas de incidência e mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do país.

Conhecendo os sinais e fatores de risco

Conhecer os sinais é crucial para um diagnóstico precoce. Caroço na mama, pele avermelhada ou com aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo e saída espontânea de líquido são alguns dos sintomas suspeitos. Além disso, vários fatores, como histórico familiar, consumo de álcool, obesidade, atividade física insuficiente e exposição à radiação, estão relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama.

O outubro Rosa não é apenas um mês de conscientização, mas um período para ação. Educação, prevenção e diagnóstico precoce são as chaves para enfrentar essa doença. Este mês, e sempre, é uma lembrança de que juntos podemos fazer a diferença na luta contra o câncer de mama. Com informações: GOV.

LINK: https://ctb.org.br/mulheres/outubro-rosa-conscientizacao-e-prevencao-contra-o-cancer-de-mama/

 

domingo, 24 de setembro de 2023

PROGRAMA CONEXÃO SOCIOLOGIA, DIA 28/9, QUINTA, ÀS 18 HORAS, AO VIVO


 

Relatório da Fundacentro revela precariedade e superexploção dos trabalhadores em apps

Quase 60% dos trabalhadores de aplicativo relatam ter sofrido acidente de trânsito, assalto, tiro ou agressão durante o trabalho. A revelação foi feita pelo estudo Caminhos do Trabalho 2023, feito pelo Fundacentro, do Ministério do Trabalho, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e divulgado nesta semana.

 

De acordo com a pesquisa, o dimensionamento dos acidentes e doenças relacionados ao trabalho no Brasil é um grande desafio, especialmente por conta da ocultação das ocorrências pelas empresas. Os dados da pesquisa mostram que dos entregadores entrevistados 25% sofreram acidentes, 18% sofreram racismo ou violência de gênero e 8% foram assaltados nos últimos três meses durante a jornada de trabalho.

 

Entre os motoristas, 15% afirmaram terem se acidentado, 14% foram vítimas de racismo ou violência de gênero e 9% assaltados no mesmo período.

 

O relatório também revelou que, em média, os entrevistados trabalham 6,4 dias por semana. Mais de 55% trabalham sete dias por semana, ou seja, de domingo a domingo. E quase 60% passam mais de 10 horas do dia trabalhando. A pesquisa ainda mostrou que a média de salário da categoria é de de R$ 2.579.

 

“Portanto, essas ocupações normalmente não são “bicos” e as pessoas a elas dedicadas não tendem a trabalhar para muitas empresas simultaneamente. Tratam-se de empregos como outros quaisquer, todavia, mais arriscados e precários”, concluem os pesquisadores.

 

A pesquisa ouviu 160 pessoas com média de idade de 35 anos, 96,9% homens, 93.2% pretos ou pardos, 72% com ensino médio completo, 81,8% de Salvador, entre março de 2021 e junho de 2023.

 

O relatório conclui que é necessário investir em melhores condições de trabalho para a categoria. “A saúde e a segurança do trabalho estão imbrincadas a todos os aspectos das relações laborais. Por isso, não se reduz consistentemente a acidentalidade e o adoecimento dos trabalhadores sem melhorar suas condições de remuneração, limitar jornadas e garantir descansos, adotar formas contratuais e de organização do trabalho que eliminem ou reduzam os riscos das atividades”, diz.

 

CTB/RJ

Link: https://ctbrj.org.br/2023/08/14/relatorio-da-fundacentro-revela-precariedade-e-superexplocao-dos-trabalhadores-em-apps/

CTB participa da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Trabalho, em Brasília

Nesta quinta-feira (21), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) marcou presença na 2ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Trabalho, um importante órgão presidido pela Secretaria de Relações do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego. A reunião teve como foco principal a discussão da minuta de alteração da Portaria nº 671/2021, com destaque para os procedimentos administrativos relativos ao registro de entidades sindicais. Representando a CTB durante esse encontro, estiveram presentes o secretário geral, Ronaldo Leite, o secretário de Assuntos Jurídicos da CTB, Mario Teixeira, e Gabriel Bezerra, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR).

Um dos pontos-chave debatidos durante a reunião foi a proposta de alteração da minuta apresentada pelas Centrais Sindicais, incluindo a CTB. O objetivo dessa proposta era aprimorar o texto original enviado pelo Ministério do Trabalho, garantindo que ele melhor atendesse às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Ronaldo Leite, secretário geral da CTB, destacou a importância desse encontro e também mencionou informações relevantes sobre o presidente Lula: “A CTB e as Centrais Sindicais apresentaram um conjunto de propostas de alteração da minuta com o objetivo de aprimorar o texto enviado pelo Ministério do Trabalho. Também recebemos informação sobre os desafios do presidente Lula, que assume a presidência pró-tempore do G-20, com a pretensão de colocar o tema ‘trabalho’ entre os importantes temas a serem tratados nas relações internacionais.”

Mario Teixeira, secretário de Assuntos Jurídicos da CTB, ressaltou os resultados positivos da reunião: “A reunião foi boa no aspecto em que os representantes do Ministério do Trabalho e Emprego concordaram em analisar as propostas de alteração e aprimoramento da minuta de Portaria. Entretanto, eles enfatizaram que o Ministro tem o poder de discricionariedade para baixar o Ato Administrativo, no caso a Portaria, sem precisar ouvir o CNT que, por sua vez, tem apenas o poder consultivo – ou seja, não é órgão deliberativo.”

A participação da CTB e das Centrais Sindicais nessa reunião destaca a importância do diálogo e da colaboração entre os representantes dos trabalhadores e o governo para aprimorar a legislação trabalhista e garantir melhores condições para os trabalhadores do Brasil. O debate em torno das alterações na Portaria nº 671/2021 é fundamental para promover mudanças significativas no cenário sindical e trabalhista do país.

 

Portal CTB

https://ctb.org.br/a-ctb/ctb-participa-da-2a-reuniao-ordinaria-do-conselho-nacional-do-trabalho-em-brasilia/

Lei sancionada pela Presidência preconiza qualidade de vida para os profissionais da educação

 Por Professora Francisca

 

Lei 14.681, sancionada em 18 de setembro de 2023, que cria a política de bem-estar, saúde e qualidade de vida no trabalho e valorização dos profissionais da Educação, dá um alento aos profissionais de todo país, pois os referidos profissionais ainda vêm enfrentando uma insidiosa perseguição, decorrente de uma política de ódio, disseminada nos últimos anos, e que foi a base de pensamento no último governo federal, mas, que ainda reflete em muitos estados e municípios.

 Não bastasse essa política difamatória e de violência, os profissionais da Educação, ainda enfrentam falta de políticas de valorização profissional, de investimentos em Educação Pública e cuidados com a saúde laboral, o que agrava a situação dos adoecimentos físicos e mentais, além da total falta de segurança nas escolas.

 Muito bem-vinda então essa lei federal que cria uma política de bem-estar, saúde e qualidade de vida no trabalho com valorização dos profissionais da Educação. A lei estabelece o prazo de um ano para a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios elaborem seus planos, em colaboração, e a partir daí, os documentos devem ser atualizados e publicados no prazo de até seis meses após a posse do chefe do Poder Executivo de cada ente da Federação.

 Já que a elaboração de planos é obrigatória para todo o sistema público, esses planos devem prever ações de atenção e prevenção à saúde no ambiente educacional, também devem estimular práticas que promovam o bem-estar no trabalho de maneira sustentável, humanizada e duradoura como política de Estado.

 Além disso, é obrigatório o acompanhamento dos dados relativos a afastamentos, readaptação funcional e acidentes de trabalho, entre outros indicativos, pois, muitos estados e municípios mantêm políticas de metas abusivas e despropositadas, causando sobrecarga de trabalho e adoecimento entre as trabalhadoras e os trabalhadores, criando um ambiente de trabalho conturbado e contraproducente.

 Para isso, é necessário que haja condições saudáveis de trabalho, com democracia e ampla liberdade de ensinar e aprender, com integração entre a comunidade escolar.

 Para as professoras e os professores terem saúde física e mental, é necessário que possuam jornadas de trabalho que possibilitem aprimorar seus conhecimentos, planejar as aulas e ter o suporte técnico necessário para a utilização das novas tecnologias, sem atropelamento, sem vigilância, sem perseguição e sem assédio.

 Porque para se ter qualidade de vida é necessário que os profissionais sejam respeitados e valorizados no sentido profissional e humano.

 Professora Francisca é secretária de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp, secretária da Saúde dos(as) Trabalhadores(as) em Educação da CNTE, secretária adjunta Nacional de Finanças da CTB e diretora da CTB-SP.

 Portal CTB

https://ctb.org.br/noticias/opiniao/lei-sancionada-pela-presidencia-preconiza-qualidade-de-vida-para-os-profissionais-da-educacao/