A FNS-B – Federação Nacional dos Sociólogos-Brasil – vem se unir aos trabalhadores e trabalhadoras, neste primeiro de maio, na defesa da ampliação dos direitos trabalhistas e da cidadania, pelo fim da escala 6X1 (seis dias de trabalho por um de descanso), pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e contra qualquer tipo de violência sofrida pelas mulheres.
O
Dia Internacional do Trabalhador e das Trabalhadoras não é só uma data
comemorativa, é, acima de tudo, uma data de memória, luta e mobilização da
classe trabalhadora por mais direitos. Hoje, 1 de maio de 2026, a classe trabalhadora
sairá às ruas e realizará manifestações em todo o Brasil tendo como eixo
principal a luta contra a escala 6X1.
A redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe
trabalhadora. Países como Holanda,
Alemanha, Irlanda, Itália, Austrália, França, dentre outros, reduziram suas
jornadas de trabalho semanais para menos de 40 horas com grande sucesso e
graças a luta travada pelos trabalhadores e trabalhadoras dessas nações.
Estudos
científicos demostram, ao contrário do que toda a grande mídia divulga e em
oposição à narrativa das entidades empresariais, que a redução da jornada de
trabalho gerará a criação de novos empregos, promoverá ganhos de produtividade,
reduzirá a desigualdade social, aumentará o PIB e provocará o crescimento do consumo.
No
Brasil, as bandeiras pelo fim da 6x1 e pela redução da jornada de trabalho
semanal unificou as lutas das centrais sindicais e é uma das propostas do
Governo Lula, que enviou PL para o Congresso Nacional propondo a redução da
jornada de trabalho sem redução de salário. Essas bandeiras de lutas precisam
estar nas campanhas de toda a base do movimento sindical. A Marcha da Classe
Trabalhadora à Brasília, ocorrida no dia 15 de abril, promovida pelas centrais
sindicais (CUT, CTB e outras centrais), reuniu milhares de trabalhadores para
entregar suas pautas de reivindicação ao Governo Federal e ao Congresso
Nacional, tendo como centro das reivindicações o fim da escala 6x1.
A violência contra a
mulher também é um fato muito grave que atinge a sociedade brasileira. A
violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis críticos em 2025, com média
de 4 mulheres assassinadas diariamente por motivação de gênero, a maior média
desde 2015. Cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência
doméstica em 2025, com 70% das agressões ocorrendo dentro de casa e 88% das
mulheres relatando violência psicológica. A violência contra a mulher também
ocorre no âmbito do trabalho, através das diferentes formas de assédio,
salários mais baixos, demissões depois da gravide, dentre muitas outras.
A luta contra toda
forma de violência sofrida pelas mulheres precisa também ser uma das pautas
centrais de todas as mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras do país. A
FNS-B é uma das entidades nacionais do movimento sindical que tem se
manifestado firmemente em defesa da Mulher!
A história demonstra
que direitos e melhorias das condições sociais só são conquistados com luta. A
FNS-B conclama todos os Sociólogos e Sociólogas a se unirem aos demais
movimentos sociais na defesa dos direitos do Povo Brasileiro.
FNS-B – FEDERAÇÃO NACIONAL
DOS SOCIÓLOGOS - BRASIL