sábado, 5 de setembro de 2026

Mancomunado com os patrões, Alcolumbre faz manobra com Flávio Bolsonaro e FIESP para adiar votação da PEC 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), demonstrou mais uma vez de que lado está: contra a classe trabalhadora e totalmente subserviente aos interesses dos patrões e da grande burguesia. Cedendo ao intenso lobby promovido pelo senador Flávio Bolsonaro e pela FIESP, Alcolumbre anunciou o adiamento da votação final da PEC 6×1 para depois do primeiro turno das eleições.

“Os patrões novamente impedem os avanços nas garantias sociais da classe trabalhadora. As elites agem exatamente como agiram contra a abolição, contra a CLT e contra o 13º salário. Mas a luta será até a vitória definitiva. Exigimos a votação imediata no Plenário do Senado e a pressão seguirá até que a PEC seja colocada na ordem do dia e saia vitoriosa. É isso que os trabalhadores querem para ter mais saúde, dignidade e vida em família”, afirmou Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.

A manobra articula uma clara tentativa do setor patronal e da oposição conservadora de esvaziar a pressão popular antes do pleito. 

A aprovação da PEC que encerra a jornada 6×1 representa um divisor de águas na saúde física e mental dos trabalhadores brasileiros, além de ser uma medida socioeconômica capaz de gerar milhões de novos postos de trabalho no país.

A CTB convoca os sindicatos filiados, as federações e toda a base de trabalhadores a reforçarem as cobranças sobre os senadores. A tramitação no Plenário do Senado não pode esperar pelo calendário eleitoral dos patrões.

Pelo fim da escala 6×1! Votação já no Plenário do Senado!

FONTE: CTB-RJ

LINK: https://ctbrj.org.br/mancomunado-com-os-patroes-alcolumbre-faz-manobra-com-flavio-bolsonaro-e-fiesp-para-adiar-votacao-da-pec-6x1/

 

A FNS-B E ENTIDADES DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA SE REÚNEM COM O CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

A Federação Nacional dos Sociólogos -Brasil, a FNS-B, participou, no dia 4 de setembro de 2026, virtualmente, do diálogo com o Conselho Nacional de Educação  (CNE), junto às entidades docentes de Filosofia e Sociologia, para tratar da implementação da Lei nº 15.468/2026, sancionada em julho deste ano, que tornou obrigatória a inclusão da Educação Política e dos Direitos da Cidadania no currículo da Educação Básica em todo o Brasil.

O debate foi muito rico e o presidente do CNE, Dr. César Callegari, foi muito receptivo às reivindicações das entidades presentes e marcou nova reunião para dia 11/9 para dar prosseguimento a discussão.
Sociólogos e Sociólogas na luta em defesa do ensino de Sociologia e do mercado de trabalho para os graduados em Ciências Sociais e Sociologia!

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

NOTA DE PESAR - LEJEUNE MIRHAN

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do nosso Querido Lejeune Mirhan, Sociólogo, Professor, Analista Político, autor de dezenas de livros, ex-diretor do Sindicato dos Sociólogos de São Paulo e da Federação Nacional dos Sociólogos, aos 69 anos, dia 6 de agosto. Lejeune foi um grande estudioso da geopolítica internacional, tinha um canal no YouTube, escreveu 23 livros. Lutou incansavelmente pela valorização da profissão de Sociólogo e pela inclusão da disciplina de Sociologia no Ensino Médio. Foi um grande defensor do Povo Palestino. A Sociologia e o Brasil perderam um grande intelectual, um grande combatente das lutas do Povo Brasileiro e um grande defensor do Internacionalismo Proletário!

Lejeune, presente!

Federação Nacional dos Sociólogos -Brasil - FNS-B



quarta-feira, 29 de julho de 2026

CTB-RJ promove seminário sobre reindustrialização para debater o futuro e o desenvolvimento do Estado do Rio

Com o compromisso histórico de liderar as transformações necessárias para a classe trabalhadora fluminense, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ) realiza, no próximo dia 06 de agosto, o seminário “A reindustrialização como base da retomada do desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro”.

O evento, que acontecerá no Salão Nobre do Sindicato dos Comerciários, na Lapa, surge em um momento crucial. Diante de um cenário de desmantelamento produtivo e do abandono sofrido pelo estado nos últimos anos sob o governo de Cláudio Castro, a CTB-RJ reafirma seu papel na linha de frente da reconstrução econômica e social fluminense.

Para Paulo Farias, presidente da CTB-RJ, o seminário não é apenas um espaço de debate teórico, mas um marco de organização política e sindical em um ano eleitoral decisivo:

“A CTB sempre esteve e continua na primeira linha de combate pelo desenvolvimento econômico do nosso país e do nosso estado. O Rio de Janeiro sofreu demais com o esvaziamento de sua indústria, mas nós não aceitamos o papel de sermos meros espectadores da destruição da nossa economia. A CTB-RJ tem um histórico ativo de luta pela retomada do parque industrial fluminense, caminhando lado a lado com entidades fundamentais nessa resistência, como o Sindmar, o Sindmetal-Rio e diversas outras categorias que sentem na pele o peso da desindustrialização. Reconstruir o Rio exige colocar o trabalho decente e a reindustrialização no centro das decisões.”

Um encontro de grandes nomes e reflexões estratégicas

A programação do seminário foi dividida em três mesas de debate ao longo do dia, reunindo alguns dos maiores especialistas, economistas, acadêmicos e lideranças do país para pensar saídas concretas para o Estado do Rio.

A primeira mesa abordará a soberania, o papel do Estado e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde. A programação reúne especialistas, economistas e lideranças em três mesas de debate:

1ª Mesa | Soberania e Desenvolvimento Nacional (10h às 12h):

Miguel Bruno: Desenvolvimento Nacional e Soberania

Mauro Osório: Papel do Estado na Retomada do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro

Carlos Gadelha: Complexo Econômico e Industrial da Saúde e o Projeto Nacional

À tarde, o foco se volta para setores estratégicos, como a Indústria Naval, a Economia do Mar e a Qualificação Profissional:

2ª Mesa | Setores Estratégicos e Qualificação (13h30 às 15h30):

Carlos Filipe Rizzo: A Retomada da Indústria Naval é Fundamental para o Rio de Janeiro

Cecília Rodrigues: A Economia do Mar e a Retomada do Desenvolvimento Estadual

Luiz Edmundo Aguiar: Formação, Qualificação e Requalificação para o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Estado

Encerrando as atividades, a terceira mesa debaterá Políticas Públicas urgentes, como Reforma Urbana, Mobilidade e Saneamento:

3ª Mesa | Políticas Públicas e Infraestrutura (16h às 17h30):

Marcelo Braga Edmundo: Reforma Urbana, Moradia Digna e a Mobilidade

Clovis Francisco do Nascimento Filho: Universalização do Saneamento e a Retomada do Desenvolvimento Estadual

Paulo Farias destaca a relevância das presenças confirmadas para embasar a atuação do movimento sindical:

“Conseguimos reunir um time de palestrantes de enorme peso e capacidade técnica. São nomes que conhecem profundamente a realidade fluminense, o complexo da saúde, a economia do mar e o papel que o Estado precisa voltar a exercer. A presença desses especialistas no nosso seminário fortalece a nossa luta e nos dá munição teórica e prática para propor políticas públicas reais. A voz da classe trabalhadora precisa ser ouvida com propostas sólidas para a geração de empregos de qualidade e a garantia de direitos. Posicionar o Estado do Rio de Janeiro na vanguarda da reindustrialização, da retomada econômica e da sustentabilidade, é o que garantirá transformações tecnológicas que protejam e capacitem os trabalhadores.“

Tema: A reindustrialização como base da retomada do desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro

Data: 06 de Agosto

Horário: A partir das 09h30

Local: Salão Nobre do Sindicato dos Comerciários

Endereço: Rua André Cavalcanti, 33 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ

Realização: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RJ)

FONTE: CTB – RJ

LINK: https://ctbrj.org.br/ctb-rj-promove-seminario-sobre-reindustrializacao-para-debater-o-futuro-e-o-desenvolvimento-do-estado-do-rio/

quarta-feira, 22 de julho de 2026

sábado, 18 de julho de 2026

Juros Altos Sufocam o Brasil, a Luta por Juros Baixos é a Chave para a Retomada

 Por Adilson Araújo, Presidente da CTB

Caros companheiros e companheiras, trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) tem um posicionamento firme e inegociável: a redução dos juros no país é a chave para uma economia viva e pulsante. Não se trata apenas de números e índices; é uma pauta que se traduz diretamente em melhorias concretas para a classe trabalhadora e todo o povo brasileiro, significando geração de emprego, aumento de renda e mais dignidade para as famílias.

O Comitê de Política Monetária (Copom), em suas reuniões que ocorrem a cada 45 dias para redefinir a taxa Selic, tem mantido o índice em patamares inaceitavelmente elevados. Nos três últimos encontros – julho, setembro e novembro – a decisão foi de manter a taxa em 15% ao ano. E os comunicados recentes dão indícios de que essa manutenção deve se repetir na reunião desta semana.

O principal argumento defendido pela autoridade monetária para justificar a Selic elevada é o controle da inflação. No entanto, esse uso da taxa básica de juros é cada vez mais questionado. Os registros dos últimos anos mostram que o aumento de preços de bens e serviços tem se mantido sob controle. Além disso, os movimentos inflacionários que temos sentido no Brasil, como a alta nos preços de alimentos e energia, estão muito mais relacionados a questões sazonais, como problemas ambientais ou geopolíticos. Sobre estes fatores, a elevação dos juros tem pouca ou nenhuma influência efetiva.

Manter a taxa Selic em 15% ao ano é uma escolha que asfixia a produção, encarece o crédito, inibe o investimento e, no fim das contas, penaliza o crescimento, o emprego e, sobretudo, a vida da classe trabalhadora.

Juntos na Luta: Ato Contra os Juros Altos

Nós da CTB nos juntamos às demais centrais sindicais e fomos às ruas, no último dia 09, mesmo debaixo de chuva, para protestar contra as avaliações do Copom e sua teimosia em manter os juros altos. Esta não é uma luta isolada; esta é uma pauta que interessa a todos os trabalhadores e, por isso, a CTB acredita que deve ser mobilizada nacionalmente.

Juros mais baixos significam mais dignidade, mais desenvolvimento e mais oportunidade para o Brasil.

Por isso, o chamado é para unirmos nossas forças e vozes!

É hora de lutar por um Brasil com menos juros e mais oportunidades! A nossa mobilização é a ferramenta para mudarmos essa realidade.

Adilson Araújo Presidente da CTB

Fonte: CTB/RJ

Link: https://ctbrj.org.br/juros-altos-sufocam-o-brasil-a-luta-por-juros-baixos-e-a-chave-para-a-retomada/

domingo, 5 de julho de 2026

CARTA ABERTA DA FNS-B AOS SENADORES E ÀS SENADORAS PELO FIM DA ESCALA 6X1!

 A Federação Nacional dos Sociólogos – Brasil, fundada em 19 de julho de 1989, consolidou a união das antigas associações profissionais e sindicatos estaduais da categoria para representar os interesses trabalhistas e lutar pela profissão de sociólogo e socióloga no Brasil. Em 18 e 19 de julho de 2014, num encontro de entidades sindicais de sociólogos do país, realizado no Rio de Janeiro, depois de alguns anos de inatividade, a Federação dos Sociólogos foi reorganizada.

Nesse momento de efervescência política, fenômeno que marca todo ano eleitoral no Brasil, a FNS-B dirige-se a V.Exa. e aos demais Senadores e Senadoras da República em defesa da PEC que põe fim a escala 6x1, já aprovada na Câmara Federal. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que propõe o fim da escala 6x1 está travada no Senado Federal. A matéria aprovada pela Câmara dos Deputados aguarda definição de rito por parte da vossa Presidência.

O fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso, durante a semana), através de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), tem gerado intensos debates sobre seus possíveis impactos na economia brasileira.

Entidades empresariais, como Fecomércio-SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina) e Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), apoiadas pela oligomídia, apontam sérios riscos para os negócios e o emprego em caso de aprovação da PEC do fim da escala 6×1. Os empresários alegam que o fim dessa escala acarretaria a inviabilidade de setores que dependem fortemente de mão de obra, como restaurantes, comércio no varejo, turismo e saúde, o aumento do custo, risco de desemprego, ameaça de aumento da informalidade na economia e pressão inflacionária devido ao aumento dos gastos com mão de obra.

Sabemos que esses são velhos e carcomidos argumentos, sempre usados contra as reivindicações da classe trabalhadora ao longo da história. Vimos argumentos similares serem levantados por ocasião da instituição do salário mínimo, em 1936, quando da criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em 1943, na ocasião da aprovação da lei do 13º salário, em 1962, dentre tantas outras reivindicações e conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras. De todas essas lutas, talvez a aprovação do 13º salário tenha sido aquela que ocorreu dentro do mais intenso embate ideológico entre as classes sociais no Brasil. A aprovação do 13º se deu dentro do contexto das lutas pelas reformas de base, durante a presidência de João Goulart. Seu governo se estendeu de 1961 a 1964 e ficou marcado pela polarização entre esquerda e direita, tendo sofrido um golpe de estado em 1964.

Grandes batalhas também foram travadas no interior da Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988). Podemos destacar, dentre outras, a luta pela redução da jornada de trabalho. Desde longa data, o movimento sindical reivindicava a redução da jornada para 40 horas semanais. Depois de intensos debates na Constituinte, a bancada progressista conseguiu a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais.

Hoje, a luta pela redução da jornada de trabalho se insere dentro de um contexto histórico de intensa polarização e grandes embates. Pesquisa produzida pela consultoria econômica Germinal sobre os impactos socioeconômicos relativos ao fim da escala 6×1 desconstroem as narrativas empresariais e da grande mídia. O estudo demonstra que a redução da jornada de trabalho, ao contrário de tudo o que a mídia oligopolista diz, geraria a criação de novos empregos, promoveria ganhos de produtividade, reduziria a desigualdade social, aumentaria o PIB e provocaria um efeito multiplicador de consumo (ICL – Notícias, em 20/3/26). Segundo os autores, embora a pesquisa tenha sido feita em Santa Catarina, ela pode ser extrapolada para todo o Brasil. Pesquisa de opinião do Datafolha demonstra também que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1.

A redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe trabalhadora. Países como Holanda, Alemanha, Irlanda, Itália, Austrália, França, dentre outros, reduziram suas jornadas de trabalho semanais para menos de 40 horas com grande sucesso e graças à luta travada pelos trabalhadores e trabalhadoras dessas nações.

A Marcha da Classe Trabalhadora à Brasília, ocorrida no dia 15 de abril deste ano, promovida pelas centrais sindicais (CUT, CTB e outras centrais), reuniu milhares de trabalhadores para entregar suas pautas de reivindicação ao Governo Federal e ao Congresso Nacional e tem como centro das reivindicações o fim da escala 6×1.

Assim, solicitamos a V.Exa. que destrave a tramitação da PEC do fim da escala 6x1 e a ponha em votação. Temos certeza que esse egrégio Senado ficará ao lado do povo brasileiro, como sempre esteve em memoráveis lutas, votando favoravelmente pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário!

domingo, 31 de maio de 2026

Adilson Araújo defende fim da escala 6×1 e destaca impacto da medida na vida das mulheres

 

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo,defendeu o fim da escala 6×1 durante participação na abertura do no 7º Encontro de Mulheres da CTB realizado na tarde desta sexta-feira (29). Em sua fala, o Adilson criticou declarações contrárias à redução da jornada de trabalho e destacou os avanços recentes na valorização dos trabalhadores.

Ao comentar uma declaração feita durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o dirigente afirmou que esse tipo de posicionamento representa uma visão ultrapassada das relações de trabalho. “Essa opinião é parte de uma visão predatória daquilo que predominou por três séculos e meio no tempo da escravidão”, declarou.

Segundo o presidente da CTB, o país vive um momento de importantes conquistas para a classe trabalhadora. Ele citou a aprovação da igualdade salarial entre homens e mulheres e a discussão sobre o fim da escala 6×1 como exemplos de avanços recentes.

“Nós estamos bem perto de assistir à possibilidade de pôr fim à extenuante e exaustiva escala 6×1”, afirmou.

Durante o discurso, Araújo ressaltou que a redução da jornada teria impacto ainda mais significativo na vida das mulheres.

“Se a redução da jornada de trabalho importa muito à vida da nossa gente, eu diria mais ainda à vida das mulheres”, disse.

O dirigente destacou que muitas trabalhadoras enfrentam uma dupla jornada, acumulando responsabilidades profissionais e domésticas. Para ele, essa realidade torna ainda mais urgente a discussão sobre melhores condições de trabalho.

Ao defender a proposta, Adilson citou experiências internacionais que associam jornadas menores ao aumento da produtividade e à geração de empregos. Ele também criticou os baixos salários praticados no país e apontou que muitos jovens acabam buscando alternativas de renda fora dos modelos tradicionais de contratação.

Na parte final da fala, o presidente da CTB reforçou a importância da organização política e sindical para a conquista de novos direitos.

“As coisas podem melhorar, mas dependem muito de uma mudança política substancial”, afirmou.

Adilson também fez um chamado à mobilização dos trabalhadores e dirigentes sindicais.

“O nosso papel efetivamente no movimento sindical é lutar, transformar e ser revolucionário, é ter a capacidade de promover as transformações do nosso tempo”, concluiu

·         liviabruna

·         maio 29, 2026

·         3:56 pm

Link: https://www.ctb.org.br/2026/05/29/adilson-araujo-defende-fim-da-escala-6x1-e-destaca-impacto-da-medida-na-vida-das-mulheres/

 

 

 

O Fim da Escala 6×1 é Tendência Mundial: O Brasil Não Pode Ficar no Atraso

 

A luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho ganhou força definitiva no Brasil, mas essa não é uma batalha isolada. Ao redor do mundo, nações desenvolvidas e vizinhos latino-americanos já entenderam que o bem-estar do trabalhador é o motor da produtividade moderna. A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) reafirma que a dignidade humana deve prevalecer sobre modelos de exploração ultrapassados.

“O Brasil precisa superar o atraso. Enquanto países desenvolvidos testam a semana de quatro dias, nós lutamos pelo básico: dois dias de descanso. O fim da escala 6×1 é um passo fundamental para humanizar as relações de trabalho e combater o adoecimento da nossa base. Nossa mobilização será total até que o descanso digno seja um direito garantido.”, afirma Paulo Farias, presidente da CTB-RJ.

Enquanto o Brasil ainda debate a transição, diversos países já consolidaram jornadas que garantem mais tempo livre. Na Europa, países como Noruega, Dinamarca e Alemanha adotam jornadas semanais que variam entre 35 e 38 horas, tornando a escala 6×1 praticamente inexistente. A Islândia tornou-se um caso de sucesso absoluto ao testar a semana de 4 dias, provando que menos horas trabalhadas resultam em trabalhadores mais felizes e empresas mais eficientes.

Na América Latina, a mudança já começou. O Chile aprovou a redução gradual para 40 horas semanais, e a Colômbia segue o mesmo caminho. No México, o debate para reduzir a jornada de 48 para 40 horas está no centro da pauta legislativa, mostrando que a região busca superar o atraso colonial na relação capital-trabalho.

Para a CTB, o Brasil precisa se espelhar nos exemplos de vanguarda.

A CTB segue firme na pressão junto ao Congresso Nacional para que a PEC que acaba com a escala 6×1 seja votada favoravelmente, no próximo dia 27 de maio. Não se trata apenas de descansar mais, mas de viver melhor, gerar mais empregos e modernizar a economia brasileira de forma justa e humana.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Faltam 28 dias: CTB reforça mobilização para a Cúpula Pública Mundial em Salvador e destaca presenças confirmadas

Faltam apenas 28 dias para a realização da Cúpula Pública Mundial “O Mundo Novo: América Latina e a Construção do Futuro Compartilhado”, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, em Salvador (BA). Organizado em cooperação com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o encontro integra a programação da Assembleia dos Povos do Mundo e deve reunir cerca de 500 participantes entre lideranças sociais, representantes políticos, acadêmicos e delegações internacionais da América Latina, Caribe, África, Rússia e Oriente Médio.

Com as inscrições abertas, a CTB reforça o convite para que dirigentes sindicais, militantes e representantes dos movimentos sociais garantam presença em um dos mais importantes espaços de debate e articulação internacional voltados à construção de um futuro mais justo, soberano e multipolar.

Inscreva-se aqui: https://forms.gle/WibvK9n7uqJtGZmk9

A programação da cúpula já começa a ganhar destaque com a confirmação de importantes nomes do cenário político, sindical e intelectual da América Latina. Entre os participantes já anunciados estão a professora, escritora e referência no debate sobre educação antirracista Bárbara Carine, além do senador uruguaio Óscar Andrade, dirigente histórico do movimento sindical e uma das principais vozes progressistas do Uruguai.

A expectativa é reunir lideranças comprometidas com a defesa da soberania dos povos, da integração regional e da construção de alternativas diante das transformações econômicas, sociais e geopolíticas que marcam a reorganização da ordem mundial.

Para a CTB, a participação ativa nesse processo é fundamental para fortalecer a articulação internacional da classe trabalhadora e ampliar o protagonismo do Sul Global na defesa de um novo modelo de desenvolvimento baseado na justiça social, na solidariedade entre os povos e na sustentabilidade.

A programação contará com painéis, fóruns e espaços de debate sobre temas estratégicos para o futuro compartilhado, como desenvolvimento econômico e social, cultura e identidade dos povos, juventude e participação política, tecnologia e inovação, sustentabilidade ambiental, diplomacia pública e relações internacionais.

A abertura oficial está prevista para o dia 16 de junho, às 14h, em local que será confirmado em breve na capital baiana.

Mais do que um encontro internacional, a Cúpula Pública Mundial se apresenta como um espaço de construção coletiva e fortalecimento das redes de cooperação e solidariedade entre os povos. A expectativa dos organizadores é consolidar propostas concretas e ampliar o papel da América Latina nos debates globais sobre os caminhos para um mundo mais equilibrado, democrático e compartilhado.

A CTB convida suas entidades filiadas, lideranças sindicais e toda a militância a participarem deste importante momento de diálogo e articulação internacional. Ainda dá tempo de garantir sua vaga e fazer parte da construção desse futuro compartilhado.

 

LINK: https://www.ctb.org.br/2026/05/18/faltam-28-dias-ctb-reforca-mobilizacao-para-a-cupula-publica-mundial-em-salvador-e-destaca-presencas-confirmadas/

FONTE: SITE DA CTB

terça-feira, 12 de maio de 2026

 

Saúde Mental na NR-1: CTB debate o adoecimento da classe trabalhadora em dia de luta e memória

·          29 de abril de 2026

·         Publicado por: Marcios Mauricio

·         Categorias: Notícias CTB Nacional, Notícias CTB-RJ

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Na tarde desta terça-feira (28/04), a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) realizou um debate fundamental para marcar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. O evento, realizado no auditório do SEC-RJ, no centro do Rio, reuniu trabalhadores, sindicalistas e lideranças sob o tema: “A saúde mental do trabalhador entrou na NR-1. E agora, Sindicato?”.

“Nesta terça-feira, não há nada para comemorar. É um dia de memória, reflexão e, acima de tudo, luta! Precisamos enfrentar de frente a precarização, a terceirização e o adoecimento físico e mental que assolam a classe trabalhadora”, alertou a secretária de Saúde do Trabalhador da CTB, Dani Moretti,

O seminário focou em questões que afligem o cotidiano laboral: Você já sentiu que o trabalho está te esgotando? O que as novas regras da NR-1 (item 1.5) dizem sobre isso? Com a atualização da norma, a gestão de riscos ocupacionais passou a incluir, de forma mais direta, os riscos psicossociais, colocando a saúde mental no centro da estratégia sindical.

O evento contou com palestras técnicas e análises profundas sobre o cenário atual:

·         Eduardo Bonfim (DIESAT): O coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho trouxe a visão científica e popular sobre a ecologia humana no trabalho.

·         Vanius Corte (MTE): O Auditor Fiscal do Trabalho detalhou as exigências legais e a fiscalização necessária para que as empresas cumpram o que determina a nova NR-1.

·         Carlos Bernardo (SEC-RJ): Técnico de Segurança do Trabalho e membro da CIPA, Bernardo trouxe a visão prática do chão de loja e a importância da atuação sindical direta na base dos comerciários.

Dani Moretti reforçou que problemas como assédio moral, metas abusivas e condições precárias são armas que colocam em risco a vida de milhões de brasileiros. “A CTB segue mobilizando os sindicatos e cobrando do Estado políticas públicas que garantam trabalho digno e proteção à vida”, pontuou.

O seminário reafirmou que a segurança do trabalho não pode ser vista apenas como o uso de equipamentos de proteção física, mas como a garantia de que o trabalhador não perderá sua sanidade mental no exercício de sua profissão.

CTB: A luta pela vida é a nossa prioridade!

LINK: https://ctbrj.org.br/saude-mental-na-nr-1-ctb-debate-o-adoecimento-da-classe-trabalhadora-em-dia-de-luta-e-memoria/

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

VIVA O DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS!

A FNS-B – Federação Nacional dos Sociólogos-Brasil – vem se unir aos trabalhadores e trabalhadoras, neste primeiro de maio, na defesa da ampliação dos direitos trabalhistas e da cidadania, pelo fim da escala 6X1 (seis dias de trabalho por um de descanso), pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e contra qualquer tipo de violência sofrida pelas mulheres.

O Dia Internacional do Trabalhador e das Trabalhadoras não é só uma data comemorativa, é, acima de tudo, uma data de memória, luta e mobilização da classe trabalhadora por mais direitos. Hoje, 1 de maio de 2026, a classe trabalhadora sairá às ruas e realizará manifestações em todo o Brasil tendo como eixo principal a luta contra a escala 6X1.

A redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe trabalhadora. Países como Holanda, Alemanha, Irlanda, Itália, Austrália, França, dentre outros, reduziram suas jornadas de trabalho semanais para menos de 40 horas com grande sucesso e graças a luta travada pelos trabalhadores e trabalhadoras dessas nações.

Estudos científicos demostram, ao contrário do que toda a grande mídia divulga e em oposição à narrativa das entidades empresariais, que a redução da jornada de trabalho gerará a criação de novos empregos, promoverá ganhos de produtividade, reduzirá a desigualdade social, aumentará o PIB e provocará o crescimento do consumo.

 

No Brasil, as bandeiras pelo fim da 6x1 e pela redução da jornada de trabalho semanal unificou as lutas das centrais sindicais e é uma das propostas do Governo Lula, que enviou PL para o Congresso Nacional propondo a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Essas bandeiras de lutas precisam estar nas campanhas de toda a base do movimento sindical. A Marcha da Classe Trabalhadora à Brasília, ocorrida no dia 15 de abril, promovida pelas centrais sindicais (CUT, CTB e outras centrais), reuniu milhares de trabalhadores para entregar suas pautas de reivindicação ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, tendo como centro das reivindicações o fim da escala 6x1.

 

A violência contra a mulher também é um fato muito grave que atinge a sociedade brasileira. A violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis críticos em 2025, com média de 4 mulheres assassinadas diariamente por motivação de gênero, a maior média desde 2015. Cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica em 2025, com 70% das agressões ocorrendo dentro de casa e 88% das mulheres relatando violência psicológica. A violência contra a mulher também ocorre no âmbito do trabalho, através das diferentes formas de assédio, salários mais baixos, demissões depois da gravide, dentre muitas outras.

 

A luta contra toda forma de violência sofrida pelas mulheres precisa também ser uma das pautas centrais de todas as mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras do país. A FNS-B é uma das entidades nacionais do movimento sindical que tem se manifestado firmemente em defesa da Mulher!

 

A história demonstra que direitos e melhorias das condições sociais só são conquistados com luta. A FNS-B conclama todos os Sociólogos e Sociólogas a se unirem aos demais movimentos sociais na defesa dos direitos do Povo Brasileiro.

 

FNS-B – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS - BRASIL

segunda-feira, 20 de abril de 2026

quarta-feira, 8 de abril de 2026

terça-feira, 31 de março de 2026

Complexo de vira-lata

 Por: Adilson Araújo, presidente da CTB

A expressão “complexo de vira-lata” foi criada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues em 1950 com o propósito de descrever o sentimento de inferioridade e subserviência disseminado em nosso país em relação às nações do chamado 1º Mundo, especialmente os EUA.
É algo muito comum no seio das classes dominantes e de seus líderes e representantes políticos, ou em setores das classes dominantes brasileiras. Temos um bom exemplo da manifestação dessa doença na conduta bizarra e deplorável do senador Flávio Bolsonaro, durante recente conchavo da extrema direita no Texas (EUA).

Entreguismo

Em sua intervenção no encontro fascista, o filho do capitão golpista, hoje amargando a prisão domiciliar, prometeu entregar ao comando dos imperialistas de Washington reservas brasileiras de minerais estratégicos, como as terras raras — como se o Brasil não tivesse competência para gerir seus preciosos recursos naturais.

Orientado por um anticomunismo canhestro e reacionário, o número 1 do clã Bolsonaro procurou justificar o entreguismo, acenando com o fantasma do comunismo chinês. “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos”, proclamou em troca do apoio do imperialismo à sua campanha para a Presidência da República.

Quando os EUA intervieram, direta ou indiretamente, no cenário político brasileiro, foi em defesa dos seus próprios interesses e invariavelmente contra os direitos do povo, em detrimento da democracia e do desenvolvimento nacional.

62 anos atrás

Assim foi no golpe militar de 1964, que teve seus torturadores treinados pelos agentes da CIA e acabou levando o Brasil à bancarrota. No rastro de uma brutal recessão iniciada em 1981, o comando da economia nacional foi entregue ao famigerado FMI, e os generais foram apeados do poder em 1985, após a memorável campanha por eleições diretas para a Presidência.

Convém lembrar que eles também estiveram por trás do golpe do capital contra o trabalho, em 2016, quando instruíram o ex-juiz Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato a promover a lawfare que resultou na condenação e prisão do presidente Lula. Antes disso, andaram espionando a presidenta Dilma Rousseff e autoridades do governo brasileiro, bem como empresas como a Petrobras e a Odebrecht.

Em nações que prezam pela soberania e rejeitam ingerências externas em temas políticos domésticos, o comportamento do senador que enriqueceu ilegalmente com as rachadinhas não seria tolerado, uma vez que configura clara ofensa à dignidade e aos interesses da pátria. Seria punido com a inelegibilidade e até a prisão.

No Brasil, para desgraça dos nativos, as classes dominantes e seus representantes são cúmplices e lacaios do imperialismo, de modo que desprezam os valores, bem como a soberania e a cultura nacionais.

Na contramão da história

Embora seja celebrado em círculos frequentados pela alta burguesia e por seus políticos, o complexo de vira-lata, expresso na conduta servil e entreguista, não merece o apoio do povo brasileiro e deve ser rejeitado e condenado nas urnas, inclusive porque tem um alto custo para o desenvolvimento e os interesses nacionais.

Ademais, o alinhamento subserviente do Brasil aos EUA não está em sintonia com as tendências objetivas da história. Os EUA hoje são como a Inglaterra no início do século 20: um império em decadência, líder de uma ordem mundial em franca decomposição, que mais cedo ou mais tarde deve dar lugar a um novo arranjo geopolítico internacional em que a vontade dos imperialistas de Washington já não será predominante.

A megalomania de Donald Trump não pode evitar esse destino, apesar da supremacia militar. Longe de tornar os Estados Unidos “grandes de novo”, o imperialismo descarado do atual chefe da Casa Branca está isolando o país e deve acelerar, em vez de interromper, a transição em curso para uma nova ordem mundial liderada pela China e pelo BRICS.

Isso me parece inevitável, a menos que uma guerra nuclear encerre prematuramente o drama da civilização humana no planeta Terra. O entreguismo do clã Bolsonaro caminha na contramão da história. O futuro do Brasil está no BRICS, no Sul Global e na integração dos países latino-americanos e caribenhos.

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domingo, 2 de novembro de 2025

quinta-feira, 18 de setembro de 2025