domingo, 1 de outubro de 2023

Outubro Rosa: Conscientização e prevenção contra o câncer de mama

 Portal CTB: Publicado 01/10/2023 - Atualizado 29/09/2023

O mês de outubro é internacionalmente dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, uma iniciativa que ganhou força nos anos 1990 com o movimento Outubro Rosa. Inicialmente começou com um simples gesto: o laço cor-de-rosa, símbolo de prevenção ao câncer de mama, distribuído durante a primeira Corrida pela Cura em Nova York pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Desde então, o outubro Rosa se tornou uma campanha global, realizada anualmente, visando compartilhar informações cruciais e promover a conscientização sobre o câncer de mama, contribuindo significativamente para a redução da incidência e mortalidade dessa doença devastadora.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está profundamente envolvida nessa causa, concentrando seus esforços na prevenção, especialmente fortalecendo o acesso à atenção básica para que as mulheres possam realizar suas mamografias regularmente. “Se tiver algum diagnóstico, que seja a tempo para realizar os seus tratamentos”, ressalta Debora Raymundo Melecchi, secretária Adjunta de Saúde da CTB. O foco não é apenas diagnosticar precocemente, mas também garantir que o governo forneça diferentes linhas de cuidado, desde acompanhamento multidisciplinar até estruturas hospitalares adequadas

Para Elgiane Lago, secretária de Saúde e Meio Ambiente do Trabalho da CTB, este mês é uma oportunidade crucial para conversar sobre o câncer de mama, não apenas entre mulheres de todas as idades, mas também nos ambientes de trabalho. É um período marcado por ações afirmativas, todas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama.

Câncer de Mama: Uma realidade preocupante

O câncer de mama é a forma mais comum de câncer entre mulheres, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Estatísticas alarmantes indicam que cerca de 2,3 milhões de novos casos foram diagnosticados em todo o mundo em 2020, representando quase 25% de todos os tipos de câncer em mulheres. No Brasil, estimativas para 2021 indicaram 66.280 novos casos, com um risco estimado de 61,61 casos para cada 100 mil mulheres.

Infelizmente, o câncer de mama lidera as estatísticas de mortalidade por câncer entre mulheres no Brasil. As taxas mais altas de incidência e mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do país.

Conhecendo os sinais e fatores de risco

Conhecer os sinais é crucial para um diagnóstico precoce. Caroço na mama, pele avermelhada ou com aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo e saída espontânea de líquido são alguns dos sintomas suspeitos. Além disso, vários fatores, como histórico familiar, consumo de álcool, obesidade, atividade física insuficiente e exposição à radiação, estão relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama.

O outubro Rosa não é apenas um mês de conscientização, mas um período para ação. Educação, prevenção e diagnóstico precoce são as chaves para enfrentar essa doença. Este mês, e sempre, é uma lembrança de que juntos podemos fazer a diferença na luta contra o câncer de mama. Com informações: GOV.

LINK: https://ctb.org.br/mulheres/outubro-rosa-conscientizacao-e-prevencao-contra-o-cancer-de-mama/

 

domingo, 24 de setembro de 2023

PROGRAMA CONEXÃO SOCIOLOGIA, DIA 28/9, QUINTA, ÀS 18 HORAS, AO VIVO


 

Relatório da Fundacentro revela precariedade e superexploção dos trabalhadores em apps

Quase 60% dos trabalhadores de aplicativo relatam ter sofrido acidente de trânsito, assalto, tiro ou agressão durante o trabalho. A revelação foi feita pelo estudo Caminhos do Trabalho 2023, feito pelo Fundacentro, do Ministério do Trabalho, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e divulgado nesta semana.

 

De acordo com a pesquisa, o dimensionamento dos acidentes e doenças relacionados ao trabalho no Brasil é um grande desafio, especialmente por conta da ocultação das ocorrências pelas empresas. Os dados da pesquisa mostram que dos entregadores entrevistados 25% sofreram acidentes, 18% sofreram racismo ou violência de gênero e 8% foram assaltados nos últimos três meses durante a jornada de trabalho.

 

Entre os motoristas, 15% afirmaram terem se acidentado, 14% foram vítimas de racismo ou violência de gênero e 9% assaltados no mesmo período.

 

O relatório também revelou que, em média, os entrevistados trabalham 6,4 dias por semana. Mais de 55% trabalham sete dias por semana, ou seja, de domingo a domingo. E quase 60% passam mais de 10 horas do dia trabalhando. A pesquisa ainda mostrou que a média de salário da categoria é de de R$ 2.579.

 

“Portanto, essas ocupações normalmente não são “bicos” e as pessoas a elas dedicadas não tendem a trabalhar para muitas empresas simultaneamente. Tratam-se de empregos como outros quaisquer, todavia, mais arriscados e precários”, concluem os pesquisadores.

 

A pesquisa ouviu 160 pessoas com média de idade de 35 anos, 96,9% homens, 93.2% pretos ou pardos, 72% com ensino médio completo, 81,8% de Salvador, entre março de 2021 e junho de 2023.

 

O relatório conclui que é necessário investir em melhores condições de trabalho para a categoria. “A saúde e a segurança do trabalho estão imbrincadas a todos os aspectos das relações laborais. Por isso, não se reduz consistentemente a acidentalidade e o adoecimento dos trabalhadores sem melhorar suas condições de remuneração, limitar jornadas e garantir descansos, adotar formas contratuais e de organização do trabalho que eliminem ou reduzam os riscos das atividades”, diz.

 

CTB/RJ

Link: https://ctbrj.org.br/2023/08/14/relatorio-da-fundacentro-revela-precariedade-e-superexplocao-dos-trabalhadores-em-apps/

CTB participa da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Trabalho, em Brasília

Nesta quinta-feira (21), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) marcou presença na 2ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Trabalho, um importante órgão presidido pela Secretaria de Relações do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego. A reunião teve como foco principal a discussão da minuta de alteração da Portaria nº 671/2021, com destaque para os procedimentos administrativos relativos ao registro de entidades sindicais. Representando a CTB durante esse encontro, estiveram presentes o secretário geral, Ronaldo Leite, o secretário de Assuntos Jurídicos da CTB, Mario Teixeira, e Gabriel Bezerra, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR).

Um dos pontos-chave debatidos durante a reunião foi a proposta de alteração da minuta apresentada pelas Centrais Sindicais, incluindo a CTB. O objetivo dessa proposta era aprimorar o texto original enviado pelo Ministério do Trabalho, garantindo que ele melhor atendesse às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Ronaldo Leite, secretário geral da CTB, destacou a importância desse encontro e também mencionou informações relevantes sobre o presidente Lula: “A CTB e as Centrais Sindicais apresentaram um conjunto de propostas de alteração da minuta com o objetivo de aprimorar o texto enviado pelo Ministério do Trabalho. Também recebemos informação sobre os desafios do presidente Lula, que assume a presidência pró-tempore do G-20, com a pretensão de colocar o tema ‘trabalho’ entre os importantes temas a serem tratados nas relações internacionais.”

Mario Teixeira, secretário de Assuntos Jurídicos da CTB, ressaltou os resultados positivos da reunião: “A reunião foi boa no aspecto em que os representantes do Ministério do Trabalho e Emprego concordaram em analisar as propostas de alteração e aprimoramento da minuta de Portaria. Entretanto, eles enfatizaram que o Ministro tem o poder de discricionariedade para baixar o Ato Administrativo, no caso a Portaria, sem precisar ouvir o CNT que, por sua vez, tem apenas o poder consultivo – ou seja, não é órgão deliberativo.”

A participação da CTB e das Centrais Sindicais nessa reunião destaca a importância do diálogo e da colaboração entre os representantes dos trabalhadores e o governo para aprimorar a legislação trabalhista e garantir melhores condições para os trabalhadores do Brasil. O debate em torno das alterações na Portaria nº 671/2021 é fundamental para promover mudanças significativas no cenário sindical e trabalhista do país.

 

Portal CTB

https://ctb.org.br/a-ctb/ctb-participa-da-2a-reuniao-ordinaria-do-conselho-nacional-do-trabalho-em-brasilia/

Lei sancionada pela Presidência preconiza qualidade de vida para os profissionais da educação

 Por Professora Francisca

 

Lei 14.681, sancionada em 18 de setembro de 2023, que cria a política de bem-estar, saúde e qualidade de vida no trabalho e valorização dos profissionais da Educação, dá um alento aos profissionais de todo país, pois os referidos profissionais ainda vêm enfrentando uma insidiosa perseguição, decorrente de uma política de ódio, disseminada nos últimos anos, e que foi a base de pensamento no último governo federal, mas, que ainda reflete em muitos estados e municípios.

 Não bastasse essa política difamatória e de violência, os profissionais da Educação, ainda enfrentam falta de políticas de valorização profissional, de investimentos em Educação Pública e cuidados com a saúde laboral, o que agrava a situação dos adoecimentos físicos e mentais, além da total falta de segurança nas escolas.

 Muito bem-vinda então essa lei federal que cria uma política de bem-estar, saúde e qualidade de vida no trabalho com valorização dos profissionais da Educação. A lei estabelece o prazo de um ano para a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios elaborem seus planos, em colaboração, e a partir daí, os documentos devem ser atualizados e publicados no prazo de até seis meses após a posse do chefe do Poder Executivo de cada ente da Federação.

 Já que a elaboração de planos é obrigatória para todo o sistema público, esses planos devem prever ações de atenção e prevenção à saúde no ambiente educacional, também devem estimular práticas que promovam o bem-estar no trabalho de maneira sustentável, humanizada e duradoura como política de Estado.

 Além disso, é obrigatório o acompanhamento dos dados relativos a afastamentos, readaptação funcional e acidentes de trabalho, entre outros indicativos, pois, muitos estados e municípios mantêm políticas de metas abusivas e despropositadas, causando sobrecarga de trabalho e adoecimento entre as trabalhadoras e os trabalhadores, criando um ambiente de trabalho conturbado e contraproducente.

 Para isso, é necessário que haja condições saudáveis de trabalho, com democracia e ampla liberdade de ensinar e aprender, com integração entre a comunidade escolar.

 Para as professoras e os professores terem saúde física e mental, é necessário que possuam jornadas de trabalho que possibilitem aprimorar seus conhecimentos, planejar as aulas e ter o suporte técnico necessário para a utilização das novas tecnologias, sem atropelamento, sem vigilância, sem perseguição e sem assédio.

 Porque para se ter qualidade de vida é necessário que os profissionais sejam respeitados e valorizados no sentido profissional e humano.

 Professora Francisca é secretária de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp, secretária da Saúde dos(as) Trabalhadores(as) em Educação da CNTE, secretária adjunta Nacional de Finanças da CTB e diretora da CTB-SP.

 Portal CTB

https://ctb.org.br/noticias/opiniao/lei-sancionada-pela-presidencia-preconiza-qualidade-de-vida-para-os-profissionais-da-educacao/

domingo, 17 de setembro de 2023

Campeãs em desmatamento, terras privadas têm 62% do Cerrado nativo

Concentração do bioma nessas propriedades preocupa ambientalistas

De todo o Cerrado ainda nativo existente no Brasil, 62% estão em propriedades privadas, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) que atua também no Cerrado. Como o Código Florestal permite ao dono da terra desmatar até 80% do Cerrado, essa concentração da vegetação nativa do bioma em terras privadas tem preocupado ambientalistas. 

Dados de satélite analisados pelo MapBiomas mostram que 85% do desmatamento do Cerrado de 1985 a 2022 ocorreram em terras privadas. Atualmente, estima-se que o bioma tenha apenas 48% da sua vegetação nativa original.

Além disso, o avanço do agronegócio principalmente nos estados do Tocantins, da Bahia, do Maranhão e do Piauí indicam que o desmatamento deve seguir alto no Cerrado. Nesses estados, as áreas de pecuária e agricultura cresceram 252% e 2.199%, respectivamente, entre 1985 e 2022, ainda segundo o MapBiomas.

Como apenas 12% do Cerrado nativo estão em unidades de conservação e terras indígenas, teme-se que os proprietários privados usem seu direito de desmatar e acabem com a maior parte do bioma nativo que ainda resta. 

Outros 13% do Cerrado nativo foram identificados como “vazios fundiários”, que são áreas sem informação disponível. Esses dados foram sistematizados pelo Ipam a partir do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).  

A diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do MapBiomas Cerrado, Ane Alencar, destacou que é preocupante que a vegetação nativa do bioma esteja tão concentrada em terras privadas devido ao baixo nível de proteção legal do Cerrado. 

“Entretanto, o mercado tem sido cada vez mais cobrado por uma produção livre de desmatamento e com menor impacto ambiental. Essa cobrança pode ser aliada importante para reduzir a pressão sobre os remanescentes (de Cerrado Nativo) dentro de imóveis rurais”, ponderou. 

Para a especialista, o papel do Poder Público é o de fiscalizar o cumprimento das regras, além de melhorar os procedimentos para autorização do desmatamento, seja federal, estadual ou municipal, “aumentando a transparência e governança sobre essas autorizações e evitando que pessoas acabem desmatando de qualquer jeito”. 

Vida e economia 

O diretor executivo do Instituto Cerrados, Yuri Salmona, alertou que a mudança na legislação para proteger mais o bioma é essencial não apenas para o meio ambiente, mas para a manutenção da vida humana e da atividade econômica do Brasil. 

“Deveria ser uma agenda encabeçada por muitos ministérios e não só o do Meio Ambiente. O Ministério da Fazenda e demais ministérios que lidam com planejamento deveriam estar empenhados em garantir que o principal insumo da economia brasileira, que é a água, seja mantido e, para isso, é preciso manter o Cerrado”, afirmou.

 

O bioma é considerado o berço das águas por ser a origem de oito das 12 principais bacias hidrográficas do Brasil. 

Salmona lembrou das crises hídricas dos últimos anos que chegaram a prejudicar a produção energética e o abastecimento de cidades como São Paulo e Brasília. 

“Precisamos de muito mais de 20% de vegetação nativa protegida em cada propriedade rural. No entanto, o ambiente político não é tão favorável assim para uma mudança. Mas esse enfretamento político tem custo muito menor do que o da falta d’água, que já é sentida. Tivemos redução média de 15,4% na vazão dos rios no Cerrado entre 1985 e 2022”, disse. 

Nessa quinta-feira (14), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu o desmatamento zero no Cerrado. Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) mostra que o bioma perde vegetação nativa cinco vezes mais rápido que a Amazônia. Informações: Agência Brasil.

FONTE: PORTAL CTB - Publicado 17/09/2023

LINK: https://ctb.org.br/noticias/meio-ambiente/campeas-em-desmatamento-terras-privadas-tem-62-do-cerrado-nativo/

CTB-RJ Participa do 29º Grito dos Excluídos e das Excluídas

 CTB-RJ Participa do 29º Grito dos Excluídos e das Excluídas

 8 de setembro de 2023Publicado por: José Medeiros

A Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro participou, na manhã da última quinta-feira (7), da 29º edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas, tradicional manifestação dos movimentos sociais que ocorre todo Dia da Independência em contraste com o desfile militar que sempre acontece na data.

O ato, ano a ano, busca dar protagonismo e voz àqueles e aquelas que não são lembrados nas versões oficiais de uma fábula de independência que esconde as lutas e o protagonismo do povo, das classes populares e trabalhadoras. Esse ano o tema do evento foi “você tem fome de quê, você tem sede de quê?”. Os representantes do sindicalismo classista organizados na CTB-RJ estenderam sua faixa e forma às ruas com fome de democracia e sede de justiça!

“Estamos nas ruas, mais uma vez, junto com outros movimentos sociais e populares, para organizar a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras para conquistar mais Democracia, por Saneamento e Moradia para Todos, por um Transporte Público de Qualidade. Estamos nas ruas porque queremos Justiça pra Amarildo, para Mariele e Anderson,  e para todos trabalhadores e filhos de trabalhadores vitimados por uma política de segurança pública que transforma favelas e periferias em campos de guerra! Estamos nas ruas pelo fim dos assédios e violências contra as mulheres, pelo empoderamento feminino, por direitos e protagonismos para as mulheres! Estamos nas ruas contra a LGBTQIAP+fobia e contra todas as formas e opressão que destróem vidas e famílias! Estamos nas ruas pela Vida da População Negra, pelo fim da violência policial e para combater o racismo estrutural de nossa sociedade! A CTB, nesse grito dos excluídos e das excluídas chama a classe trabalhadora à luta, para derrotar todo fascismo e todo conservadorismo e construir um Brasil mais justo, democrático, igualitário e livre de todas as formas de preconceito e opressão!” – disse Katia Branco, vice-presidenta da CTB Rio de Janeiro durante a atividade.

A concentração do evento teve início às 9 da manhã, mas o cortejo só se iniciou após o fim do desfile militar, por volta de 12h. Os trabalhadores e trabalhadoras, junto com coletivos organizados de estudantes e de movimentos populares seguiram em marcha sem incidentes até o Museu do Amanhã, na Praça Mauá.

Fonte: portal da CTB/RJ

Link: https://ctbrj.org.br/2023/09/08/ctb-rj-participa-do-29o-grito-dos-excluidos-e-das-excluidas/