Presidente do Sindserj, Nilton Soares, defende, em carta na internet, a importância da profissão de Sociólogo. Leia o texto na íntegra.
A aventura sociológica ou talvez a imaginação sociológica, como diria C. Wright Mills, tem nas lutas sociais/sociedade o seu espaço tanto do ponto de vista de afirmação social/profissional e como objeto de estudos do sociólogo.
As reflexões e interdisciplinaridades são inerentes a nossa área profissional, não temos como pesquisar a sociedade reproduzindo uma forma de análise dogmática, se nos referirmos à antropologia na qual mais se identifica, Claude Lévi-Strauss, poderia pela sua abordagem, pelo seu pensamento, ser incluído tanto na filosofia, na psicanálise como em outras.
A "natureza" de nosso estudo é interdisciplinar por excelência e isto é o que melhor nos qualifica perante as outras áreas.
Mas por outro lado, a profissão não pode ser entendida da mesma forma que o conhecimento, se este é interdisciplinar, no mercado de trabalho, as coisas se passam de outra forma.
A proposta de profissões politécnicas poderia talvez se aproximar desta noção de interdisciplinaridade, como Gaudêncio Frigotto discute nas suas obras. O que ocorre nas áreas mais complexas do capital, o profissional altamente qualificado tem que ter uma abordagem interdisciplinar, mas em geral o que ainda predomina é um modelo fordista no mercado de trabalho.
Nos países centrais do capitalismo, não tem essa história do mérito sem ter uma qualificação confirmada. Se não fosse assim, Harvard e outras instituições não seriam mais necessárias, excluindo as áreas mais complexas, como mencionei acima.
A universidade cada vez mais tem sido ator central na questão da definição do mercado de trabalho, não é casual que tantas multinacionais investem em universidades privadas no Brasil, financeirizando este campo. A Estácio de Sá foi uma das pioneiras ao transformar a sua natureza jurídica para empresa de capital aberto. Hoje a família Uchoa que detinha o controle da instituição vendeu sua participação para estas multinacionais, como vêm ocorrendo com todas as outras. A universidade deixou de ser espaço dos bacharéis e doutores em filosofia, direito e medicina, ela é um dos atores fundamentais no capitalismo, onde a ciência e tecnologia se encontram. Não é mais possível fazê-las somente nas grandes corporações, como se fazia no recente passado na IBM, o capital precisa do Estado como parceiro para os altos investimentos necessários na área.
Assim, são elas, as multinacionais, com os seus lobbys nos Conselhos Estaduais de Educação, nas Secretarias de Educação, nas Alerjs do país, no Congresso e no MEC e até em sindicatos de professores, que vão moldar o mercado de trabalho a partir das universidades e neste sentido a precarização de nossa profissão segue esta lógica de concentração do capital.
Ao lutarmos pela nossa profissionalização, debate ainda distante de nossos cursos de ciências sociais e da universidade em geral, estamos num momento histórico do desenvolvimento do capitalismo, no qual a desregulamentação das profissões é uma das variáveis a ser enfrentada e superada neste capitalismo que nos engole.
Sem particularizarmos a nossa profissão, basta ver como os colegas professores vem sendo tratados na rede pública e privada de ensino, os policiais do nosso estado tem um salário inicial maior que os professores estaduais, sem nenhum curso superior como pré-requisito para ocupar a função de policial, como é exigido dos professores.
O estado e o capitalismo precisam de polícia para proteger a propriedade, mas não de professores, para os centros tecnológicos, basta investir nos centros de excelência e deixar a universidade das graduações no limbo, no lúmpem do sistema. Nas universidades públicas qual o incentivo para atuar nas graduações? Não é mera coincidência nelas se formarem os profissionais e os professores distantes nas suas pós, reforçando mais o sistema de exclusão dos graduados formados no mercado de trabalho.
Na agenda de nossa entidade pretendemos em outubro realizar evento para discutirmos a questão dos professores de Sociologia de nosso estado, mas considerando o caos em que se encontra a educação, qualquer abordagem específica tem que considerar este universo no qual os professores foram colocados no chamado "lúmpem" do mercado de trabalho.
Agora, a nossa discussão sobre a nossa profissão precisa superar a abordagem metafísica que nos colocamos, sairmos da "Fogueira das vaidades" que a nossa universidade pública se colocou ao se distanciar destas questões e deixar de lado também de "rotular" os atores e entidades que discutem a nossa profissão.
O colega fez uma boa análise de nossos cursos ao lembrar a invenção das Ciências Sociais pela ditadura e a sua proposta que o nossos cursos permitam que os alunos escolham qual a área de suas escolhas: sociologia, antropologia ou ciência política. Só que para se definir estas escolhas penso que a antropologia e a ciência política precisam também ser definidas como profissões, ou senão ficamos como estamos, elas se definem como áreas de conhecimento a partir das suas respectivas pós.
Do ponto de vista da ABA esta não é uma de suas preocupações, um químico com pós em antropologia pode ser um antropólogo na definição de critérios da ABA. Sugiro que os antropólogos repensem a sua questão profissional, o Sindserj estará contribuindo nesta discussão que entendemos ser necessária para discutirmos nossas profissões, afastando-nos finalmente do credo abstrato denominado Ciências Sociais. A nossa discussão pode se pautar em regulamentarmos a antropologia e a ciência política, como a Sociologia foi regulamentada, já que há uma demanda profissional nessas outras áreas.
São estas as minhas sugestões!
Abraços,
Nilton Soares de Souza
Sindicato dos Sociólogos do Estado/RJ - Visite também o nosso portal e o facebook: www.sindserj.org.br/ e http://www.facebook.com/sindserj.sociologos/
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
I ENCONTRO DOS TRABALHADORES DO SUAS – SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO ESTADO DO RJ
Dia: 26/08/2010 - quinta-feira
Local: SISEJUFE – Sindicato dos Servidores da Justiça Federal - RJ
Endereço: AV. Presidente Vargas 509, 11º Andar, Centro, Rio de Janeiro
PROGRAMAÇÃO
9 às 10h – Credenciamento
10h - Abertura
FENAS
FENAPSI
SINDICATO DOS ASSISTENTES SOCIAIS-RJ
SINDICATO DOS PSICÓLOGOS - RJ
SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS - RJ
CUT
CTB
CRP
CRESS - 7ª Região
10:30h - Breve Histórico sobre o Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS
Palestrante: Margareth Alves Dallaruvera- FENAS
Coordenação - Nilton Soares - Sindserj
11 às 12h - Gestão do Trabalho e NOB/RH/SUAS
Palestrante : Representante do MDS
Heloísa Mesquitta - SEAS
Coordenação: SindPsi
12 às 13h - Debate
13 as 14h - Almoço
14 às 17h - Plenária com sistematização de propostas
Coordenação: Margareth A. Dallaruvera
Secretaria : Marilena Soares
17 as 18h -Aprovação do Relatório e Encerramento
Coordenação: Sindserj
Secretaria : Achiles Miranda Dias
Inscrições pelo e-mail trabalhadoressuasrj@gmail.com
Inscreva-se já, as vagas são limitadas.
Local: SISEJUFE – Sindicato dos Servidores da Justiça Federal - RJ
Endereço: AV. Presidente Vargas 509, 11º Andar, Centro, Rio de Janeiro
PROGRAMAÇÃO
9 às 10h – Credenciamento
10h - Abertura
FENAS
FENAPSI
SINDICATO DOS ASSISTENTES SOCIAIS-RJ
SINDICATO DOS PSICÓLOGOS - RJ
SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS - RJ
CUT
CTB
CRP
CRESS - 7ª Região
10:30h - Breve Histórico sobre o Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS
Palestrante: Margareth Alves Dallaruvera- FENAS
Coordenação - Nilton Soares - Sindserj
11 às 12h - Gestão do Trabalho e NOB/RH/SUAS
Palestrante : Representante do MDS
Heloísa Mesquitta - SEAS
Coordenação: SindPsi
12 às 13h - Debate
13 as 14h - Almoço
14 às 17h - Plenária com sistematização de propostas
Coordenação: Margareth A. Dallaruvera
Secretaria : Marilena Soares
17 as 18h -Aprovação do Relatório e Encerramento
Coordenação: Sindserj
Secretaria : Achiles Miranda Dias
Inscrições pelo e-mail trabalhadoressuasrj@gmail.com
Inscreva-se já, as vagas são limitadas.
domingo, 11 de julho de 2010
SINDSERJ convida sindicatos de sociólogos do país para reunião no Rio
Prezados dirigentes sindicais da categoria dos sociólogos brasileiros:
Convidamos através desta circular, todos representantes das entidades sindicais de sociólogos do Brasil a participarem da reunião que promoveremos na cidade do Rio de Janeiro, na sede do SINDSERJ, no próximo dia 20 de julho de 2010, terça-feira, a partir das 14h, na Avenida Presidente Vargas, nº 502, 17º andar, sala 1.705, Centro, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20071-00 - fone: 21-3092-7657.
Nosso objetivo nessa reunião será o de discutirmos os rumos do movimento sindical dos sociólogos e da necessidade de reorganizarmos a nossa entidade federativa, de forma que ela efetivamente represente o conjunto dos sindicatos de sociólogos estaduais existentes, que atualmente representam a nossa categoria profissional.
Até o presente momento não conseguimos construir uma entidade de âmbito federativo. Usam-se siglas como a FNS - Federação Nacional dos Sociólogos ou mesmo a FNSB - Federação Nacional dos Sociólogos - Brasil, mas a divisão existente hoje no seio de nosso movimento não pode e não deve prosseguir. Os que hoje se apresentam como dirigentes da FNS muitas vezes não possuem vínculos com várias entidades existentes. Seja a FNS ou FNSB, são entidades de caráter civil, sem código sindical e muitas vezes sem a chancela dos sindicatos e sem carta sindical.
Todas as nossas experiências de organização nacional, não conseguiram superar as divergências nacionais e que também ambas as entidades não se colocaram no sentido de aglutinar todas as entidades sindicais, articulando na sua esfera uma série de outras entidades não sindicais e agindo em nome da categoria dos sociólogos no legislativo e no executivo federal sem ter obtido suficiente representatividade no âmbito das entidades estaduais no país. Sabemos o quanto é penoso, difícil, burocrático e de custos elevados fundar e legalizar uma entidade federativa nacional (estimamos seis meses de prazo e custo de mais de trinta mil).
Temos uma longa história de lutas acumulada desde a antiga ASB, fundada em 1977, bem como a FNS fundada em 1988 e a sua mudança para FNSB em 1999. Esperamos que qualquer que venha a ser a nova configuração de nossa entidade e nosso movimento em plano nacional, possamos resgatar todas essas experiências e essa rica história de 33 anos de lutas nacionais. Qualquer que venha a ser a configuração de entidade federativa, qualquer que venha a ser a sua sigla ou nome, entendemos que ela tem que ter em sua direção todas as entidades sindicais existentes sem nenhum veto a pessoas, entidades ou estados brasileiros. A nossa disposição é olhar para frente, evitando "ajustes de contas" com divergências em passado recente. Essa é a proposta que o Rio de Janeiro traz aos colegas.
Dessa forma pretendemos, a partir da reunião a ser realizada no Rio de Janeiro, traçar um plano nacional e unitário que reorganize a nossa categoria em plano nacional e a nossa federação de caráter sindical que congregue todos os sindicatos de sociólogos do Brasil, representando indistintamente todos os sindicatos do país, contribuindo para a fundação de outros sindicatos nos estados que ainda não os possuem e organizando a categoria a partir dos estados onde ocorrem maior número de profissionais sociólogos.
Precisamos aprovar e pactuar um plano nacional mínimo de trabalho, evitando as divergências de caráter político, partidário e mesmo ideológico. Tal plano deve pactuar unidade com todas as entidades, e deve contemplar a firme defesa da nossa profissão (legislação e regulamentação), defesa do ensino de Sociologia no EM e ampliação do mercado de trabalho.
Neste sentido, esperamos a presença de todos os representantes das entidades sindicais do país e vamos nos esforçar para articular passagens aéreas para as entidades que não possuírem recursos e manifestarem desejo de participar. Desde já estamos nos articulando aqui no Rio de Janeiro para conseguir ainda a hospedagem e alimentação para o dia da reunião, podendo se estender para o dia seguinte.
Aguardamos a confirmação dos dirigentes sindicais. Peço, com muita urgência, que confirmem as presenças de colegas no meu e-mail pessoal niltonsoaresdesouza@gmail.com O Rio de Janeiro receberá a todos de braços abertos.
Ficamos por aqui, deixando nosso fraternal abraço a todos.
Nilton Soares de Souza Neto - cel. (21) 9815-5805.
Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro - SINDSERJ
Convidamos através desta circular, todos representantes das entidades sindicais de sociólogos do Brasil a participarem da reunião que promoveremos na cidade do Rio de Janeiro, na sede do SINDSERJ, no próximo dia 20 de julho de 2010, terça-feira, a partir das 14h, na Avenida Presidente Vargas, nº 502, 17º andar, sala 1.705, Centro, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20071-00 - fone: 21-3092-7657.
Nosso objetivo nessa reunião será o de discutirmos os rumos do movimento sindical dos sociólogos e da necessidade de reorganizarmos a nossa entidade federativa, de forma que ela efetivamente represente o conjunto dos sindicatos de sociólogos estaduais existentes, que atualmente representam a nossa categoria profissional.
Até o presente momento não conseguimos construir uma entidade de âmbito federativo. Usam-se siglas como a FNS - Federação Nacional dos Sociólogos ou mesmo a FNSB - Federação Nacional dos Sociólogos - Brasil, mas a divisão existente hoje no seio de nosso movimento não pode e não deve prosseguir. Os que hoje se apresentam como dirigentes da FNS muitas vezes não possuem vínculos com várias entidades existentes. Seja a FNS ou FNSB, são entidades de caráter civil, sem código sindical e muitas vezes sem a chancela dos sindicatos e sem carta sindical.
Todas as nossas experiências de organização nacional, não conseguiram superar as divergências nacionais e que também ambas as entidades não se colocaram no sentido de aglutinar todas as entidades sindicais, articulando na sua esfera uma série de outras entidades não sindicais e agindo em nome da categoria dos sociólogos no legislativo e no executivo federal sem ter obtido suficiente representatividade no âmbito das entidades estaduais no país. Sabemos o quanto é penoso, difícil, burocrático e de custos elevados fundar e legalizar uma entidade federativa nacional (estimamos seis meses de prazo e custo de mais de trinta mil).
Temos uma longa história de lutas acumulada desde a antiga ASB, fundada em 1977, bem como a FNS fundada em 1988 e a sua mudança para FNSB em 1999. Esperamos que qualquer que venha a ser a nova configuração de nossa entidade e nosso movimento em plano nacional, possamos resgatar todas essas experiências e essa rica história de 33 anos de lutas nacionais. Qualquer que venha a ser a configuração de entidade federativa, qualquer que venha a ser a sua sigla ou nome, entendemos que ela tem que ter em sua direção todas as entidades sindicais existentes sem nenhum veto a pessoas, entidades ou estados brasileiros. A nossa disposição é olhar para frente, evitando "ajustes de contas" com divergências em passado recente. Essa é a proposta que o Rio de Janeiro traz aos colegas.
Dessa forma pretendemos, a partir da reunião a ser realizada no Rio de Janeiro, traçar um plano nacional e unitário que reorganize a nossa categoria em plano nacional e a nossa federação de caráter sindical que congregue todos os sindicatos de sociólogos do Brasil, representando indistintamente todos os sindicatos do país, contribuindo para a fundação de outros sindicatos nos estados que ainda não os possuem e organizando a categoria a partir dos estados onde ocorrem maior número de profissionais sociólogos.
Precisamos aprovar e pactuar um plano nacional mínimo de trabalho, evitando as divergências de caráter político, partidário e mesmo ideológico. Tal plano deve pactuar unidade com todas as entidades, e deve contemplar a firme defesa da nossa profissão (legislação e regulamentação), defesa do ensino de Sociologia no EM e ampliação do mercado de trabalho.
Neste sentido, esperamos a presença de todos os representantes das entidades sindicais do país e vamos nos esforçar para articular passagens aéreas para as entidades que não possuírem recursos e manifestarem desejo de participar. Desde já estamos nos articulando aqui no Rio de Janeiro para conseguir ainda a hospedagem e alimentação para o dia da reunião, podendo se estender para o dia seguinte.
Aguardamos a confirmação dos dirigentes sindicais. Peço, com muita urgência, que confirmem as presenças de colegas no meu e-mail pessoal niltonsoaresdesouza@gmail.com O Rio de Janeiro receberá a todos de braços abertos.
Ficamos por aqui, deixando nosso fraternal abraço a todos.
Nilton Soares de Souza Neto - cel. (21) 9815-5805.
Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro - SINDSERJ
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Paul Krugman: quem vai pagar a conta da terceira depressão?
Em artigo reproduzido nesta terça (29) pelo jornal O Estado de São Paulo, o economista estadunidense Paul Krugman manifesta o receio de que o mundo já ingressou “nos estágios iniciais de uma terceira depressão” em função do arrocho fiscal que a Europa, agora com apoio do G20, está adotando em resposta à crise.
Krugman lembra a Grande Depressão, que veio no rastro do crahs da Bolsa de Nova York em 1929, para enfatizar que o triunfo das teses conservadoras terá um preço alto e quem vai pagar o pato são “dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, muitos deles sujeitos a ficar sem emprego por anos e outros que nunca mais voltarão a trabalhar”.
Leia abaixo a íntegra do artigo:
A terceira depressão
Recessões são comuns; depressões são raras. Pelo que sei, houve apenas duas eras na história econômica qualificadas como “depressões” na ocasião: os anos de deflação e instabilidade que acompanharam o Pânico de 1873, e os anos de desemprego em massa, após a crise financeira de 1929-31.
Nem a Longa Depressão do século 19, nem a Grande Depressão, no século 20, registraram um declínio contínuo. Pelo contrário, ambas tiveram períodos em que a economia cresceu. Mas esses períodos de melhora jamais foram suficientes para desfazer os danos provocados pela depressão inicial e foram seguidos de recaídas.
Receio que estamos nos estágios iniciais de uma terceira depressão. Que provavelmente vai se assemelhar mais à Longa Depressão do que a uma Grande Depressão mais severa. Mas o custo – para a economia mundial e, sobretudo, para os milhões de pessoas arruinadas pela falta de emprego – será imenso.
E esta terceira depressão tem a ver, principalmente, com o fracasso político. Em todo o mundo – e, mais recentemente, no profundamente desanimador encontro do G-20, no fim de semana -, os governos se mostram obcecados com a inflação quando a verdadeira ameaça é a deflação, e insistem na necessidade de apertar o cinto, quando o problema de fato são os gastos inadequados.
Em 2008 e 2009, parecia que tínhamos aprendido com a história. Ao contrário dos seus predecessores, que elevavam as taxas de juros para enfrentar uma crise financeira, os atuais líderes do Federal Reserve e do BCE (Banco Central Europeu) cortaram os juros e partiram em apoio aos mercados de crédito. Ao contrário dos governos do passado, que tentaram equilibrar os orçamentos para fazer frente a uma economia em forte declínio, os governos hoje deixam os déficits aumentarem. E melhores políticas ajudaram o mundo a evitar o colapso total: podemos dizer que a recessão provocada pela crise financeira acabou no verão (no hemisfério norte) passado.
Mas os futuros historiadores irão nos dizer que esse não foi o fim da terceira depressão, da mesma maneira que a retomada econômica em 1933 não foi o fim da Grande Depressão. Afinal, o desemprego – especialmente o desemprego a longo prazo – continua em níveis que seriam considerados catastróficos há alguns anos e não dão sinal de queda. E tanto Estados Unidos como Europa estão próximos de cair na mesma armadilha deflacionária que atingiu o Japão.
Diante desse quadro sombrio, você poderia esperar que os legisladores tivessem entendido que não fizeram o suficiente para promover a recuperação. Mas não. Nos últimos meses observamos o ressurgimento da ortodoxia do equilíbrio orçamentário e da moeda forte.
O ressurgimento dessas teses antiquadas é mais evidente na Europa, onde as autoridades parecem estar usando os discursos de Herbert Hoover para fundamentar sua retórica, incluindo a afirmação de que elevar impostos e cortar gastos vai expandir a economia, melhorando a confiança nos negócios. Mas, em termos práticos, os EUA não estão agindo muito melhor. O Fed parece consciente dos riscos de uma deflação – mas o que propõe fazer com relação a esses riscos é, bem, nada.
O governo Obama entende os perigos de uma austeridade fiscal prematura – mas como os republicanos e democratas conservadores do Congresso não aprovam uma ajuda adicional aos governos estaduais, essa austeridade se impõe de qualquer maneira, com os cortes no orçamento estaduais e municipais.
Por que essa virada equivocada da política? Os radicais com frequência referem-se às dificuldades da Grécia e outros países na periferia da Europa para justificar seus atos. E é verdade que os investidores atacaram os governos com déficits incontroláveis. Mas não há nenhuma evidência de que uma austeridade a curto prazo, face a uma economia deprimida, vai tranquilizar os investidores. Pelo contrário: a Grécia concordou com a adoção de um plano severo de austeridade, mas viu seus riscos se ampliarem ainda mais; a Irlanda estabeleceu cortes brutais dos gastos públicos e foi tratada pelos mercados como um país com risco maior do que a Espanha, que até agora reluta em adotar medidas drásticas propugnadas pelos radicais.
É como se os mercados financeiros entendessem o que os legisladores aparentemente não compreendem: que, embora a responsabilidade fiscal a longo prazo seja importante, cortar gastos no meio de uma depressão vai aprofundar essa depressão e abrir caminho para a deflação, o que é contraproducente.
Portanto, não acho que as coisas tenham a ver de fato com a Grécia, ou com qualquer apreciação realista sobre o que priorizar, déficits ou empregos. Em vez disso, trata-se da vitória de teses conservadoras que não se baseiam numa análise racional e cujo principal dogma é que, nos tempos difíceis, é preciso impor o sofrimento para outras pessoas pra mostrar liderança.
E quem irá pagar o preço pelo triunfo dessas teses conservadoras? A resposta é: dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, muitos deles sujeitos a ficar sem emprego por anos e outros que nunca mais voltarão a trabalhar.
Fonte: Vermelho.
Krugman lembra a Grande Depressão, que veio no rastro do crahs da Bolsa de Nova York em 1929, para enfatizar que o triunfo das teses conservadoras terá um preço alto e quem vai pagar o pato são “dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, muitos deles sujeitos a ficar sem emprego por anos e outros que nunca mais voltarão a trabalhar”.
Leia abaixo a íntegra do artigo:
A terceira depressão
Recessões são comuns; depressões são raras. Pelo que sei, houve apenas duas eras na história econômica qualificadas como “depressões” na ocasião: os anos de deflação e instabilidade que acompanharam o Pânico de 1873, e os anos de desemprego em massa, após a crise financeira de 1929-31.
Nem a Longa Depressão do século 19, nem a Grande Depressão, no século 20, registraram um declínio contínuo. Pelo contrário, ambas tiveram períodos em que a economia cresceu. Mas esses períodos de melhora jamais foram suficientes para desfazer os danos provocados pela depressão inicial e foram seguidos de recaídas.
Receio que estamos nos estágios iniciais de uma terceira depressão. Que provavelmente vai se assemelhar mais à Longa Depressão do que a uma Grande Depressão mais severa. Mas o custo – para a economia mundial e, sobretudo, para os milhões de pessoas arruinadas pela falta de emprego – será imenso.
E esta terceira depressão tem a ver, principalmente, com o fracasso político. Em todo o mundo – e, mais recentemente, no profundamente desanimador encontro do G-20, no fim de semana -, os governos se mostram obcecados com a inflação quando a verdadeira ameaça é a deflação, e insistem na necessidade de apertar o cinto, quando o problema de fato são os gastos inadequados.
Em 2008 e 2009, parecia que tínhamos aprendido com a história. Ao contrário dos seus predecessores, que elevavam as taxas de juros para enfrentar uma crise financeira, os atuais líderes do Federal Reserve e do BCE (Banco Central Europeu) cortaram os juros e partiram em apoio aos mercados de crédito. Ao contrário dos governos do passado, que tentaram equilibrar os orçamentos para fazer frente a uma economia em forte declínio, os governos hoje deixam os déficits aumentarem. E melhores políticas ajudaram o mundo a evitar o colapso total: podemos dizer que a recessão provocada pela crise financeira acabou no verão (no hemisfério norte) passado.
Mas os futuros historiadores irão nos dizer que esse não foi o fim da terceira depressão, da mesma maneira que a retomada econômica em 1933 não foi o fim da Grande Depressão. Afinal, o desemprego – especialmente o desemprego a longo prazo – continua em níveis que seriam considerados catastróficos há alguns anos e não dão sinal de queda. E tanto Estados Unidos como Europa estão próximos de cair na mesma armadilha deflacionária que atingiu o Japão.
Diante desse quadro sombrio, você poderia esperar que os legisladores tivessem entendido que não fizeram o suficiente para promover a recuperação. Mas não. Nos últimos meses observamos o ressurgimento da ortodoxia do equilíbrio orçamentário e da moeda forte.
O ressurgimento dessas teses antiquadas é mais evidente na Europa, onde as autoridades parecem estar usando os discursos de Herbert Hoover para fundamentar sua retórica, incluindo a afirmação de que elevar impostos e cortar gastos vai expandir a economia, melhorando a confiança nos negócios. Mas, em termos práticos, os EUA não estão agindo muito melhor. O Fed parece consciente dos riscos de uma deflação – mas o que propõe fazer com relação a esses riscos é, bem, nada.
O governo Obama entende os perigos de uma austeridade fiscal prematura – mas como os republicanos e democratas conservadores do Congresso não aprovam uma ajuda adicional aos governos estaduais, essa austeridade se impõe de qualquer maneira, com os cortes no orçamento estaduais e municipais.
Por que essa virada equivocada da política? Os radicais com frequência referem-se às dificuldades da Grécia e outros países na periferia da Europa para justificar seus atos. E é verdade que os investidores atacaram os governos com déficits incontroláveis. Mas não há nenhuma evidência de que uma austeridade a curto prazo, face a uma economia deprimida, vai tranquilizar os investidores. Pelo contrário: a Grécia concordou com a adoção de um plano severo de austeridade, mas viu seus riscos se ampliarem ainda mais; a Irlanda estabeleceu cortes brutais dos gastos públicos e foi tratada pelos mercados como um país com risco maior do que a Espanha, que até agora reluta em adotar medidas drásticas propugnadas pelos radicais.
É como se os mercados financeiros entendessem o que os legisladores aparentemente não compreendem: que, embora a responsabilidade fiscal a longo prazo seja importante, cortar gastos no meio de uma depressão vai aprofundar essa depressão e abrir caminho para a deflação, o que é contraproducente.
Portanto, não acho que as coisas tenham a ver de fato com a Grécia, ou com qualquer apreciação realista sobre o que priorizar, déficits ou empregos. Em vez disso, trata-se da vitória de teses conservadoras que não se baseiam numa análise racional e cujo principal dogma é que, nos tempos difíceis, é preciso impor o sofrimento para outras pessoas pra mostrar liderança.
E quem irá pagar o preço pelo triunfo dessas teses conservadoras? A resposta é: dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, muitos deles sujeitos a ficar sem emprego por anos e outros que nunca mais voltarão a trabalhar.
Fonte: Vermelho.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Posse na Direção da TV Comunitária
A nova Direção da TV Comunitária do Rio de Janeiro, Canal 6 da NET, biênio 2010-2012, tomou posse no dia 24 de junho,na sede própria, Rua Joaquim Silva, 56, nono andar, Lapa, Rio de Janeiro. O SINDSERJ integra o novo Conselho Diretor junto com várias outras entidades como: ABCI, MODECON, CEBRAPAZ, AEPET, CTB/RJ, UNEGRO, SINDIPETRO/RJ, SINTET/RJ, APAVAT, dentre outras.
TV Comunitária (Conhecida como TVC Rio) é uma emissora de televisão por assinatura brasileiro. Opera no canal 6 da NET como uma TV de acesso público com vários programas independentes. Foi criada no dia 31 de outubro de 1996.
Segue abaixo nota da TVC-RJ sobre o evento:
Posse da nova direção da TVC-Rio
Na próxima quinta-feira, dia 24 de junho, a TV Comunitária do Rio de Janeiro – canal 6 da Net – dá partida para o biênio 2010-2012, com a posse da nova direção. A solenidade acontecerá na Rua Joaquim Silva, 56/9º, na Lapa, Centro do Rio, a partir das 18h30. A nova direção compõe a chapa “Unidade para fortalecer ainda mais a TVC-Rio”, reeleita em maio. O presidente da ABCCOM, Associação Brasileira dos Canais Comunitários, da qual a TVC-Rio é filiada, Edivaldo Farias, já confirmou sua presença.
Serão empossados os representantes das associadas da TVC-Rio, para compor os Conselhos que dirigirão a Instituição nos próximos dois anos. São eles: o Coordenador Geral, Moysés C. Corrêa – ABCI; a Coordenadora Administrativa, Olga Amélia S. Telles – MODECON; o Coordenador Financeiro, Anoar Salles – MONAE; o Coordenador de Recursos Técnicos e Operacionais, Francisco Soriano – SINDIPETRO-RJ; o Coordenador de Programação, Reinaldo J. Cunha – AULA; o Coordenador de Relações Institucionais, Marcos F. G. Oliveira – SINTE-RJ; e o Coordenador de Capacitação e Produção, José Carlos Madureira –Sindicato dos Sociólogos-RJ.
E também: Paulo Sérgio Farias – CTB/RJ; Otávio L. Neto – Sindimetal/Rio; Sônia Latgé – Cebrapaz; Léo Malina – Anima Proj. Sociais; Paulo Metri – Clube de Engenharia; João Victor Campos – AEPET; Cíntia de S. Goulart – IDZ; e Sebastião José da Silva – NCST/RJ.
Para o Conselho Fiscal, Sebastião Amoêdo – Conselho de Minerva (UFRJ); Ruy P. Marcenal – Centro São Judas Tadeu; e Monica Miranda – UBM. E os suplentes: José Ribamar Filho – Unegro; Maria José Silva –ADE-Brasil; e Ângela Ramos de Sá – Anfapa. Para o Conselho de Ética: Tonila Ferreira – Femulher; Marli do Carmo Costa – Amarm; Carlos Gaia – APAVAT; Ana M. Leite – Centro Oca dos Curumins; e Bruno de Oliveira – Assoc. de Moradores da Comunidade Vila Maria.
Para a ocasião, foram convidados os vereadores, o prefeito Eduardo Paes e seus secretários, as bancadas de deputados estaduais, as bancadas de senadores, o governador Sérgio Cabral e seus secretários, as associadas da TVC-Rio, as centrais sindicais, partidos políticos, ministérios com sede no Rio, principalmente o Ministério da Cultura (MinC), que concedeu à TVC-Rio o Prêmio de Mídia Livre.
TV Comunitária (Conhecida como TVC Rio) é uma emissora de televisão por assinatura brasileiro. Opera no canal 6 da NET como uma TV de acesso público com vários programas independentes. Foi criada no dia 31 de outubro de 1996.
Segue abaixo nota da TVC-RJ sobre o evento:
Posse da nova direção da TVC-Rio
Na próxima quinta-feira, dia 24 de junho, a TV Comunitária do Rio de Janeiro – canal 6 da Net – dá partida para o biênio 2010-2012, com a posse da nova direção. A solenidade acontecerá na Rua Joaquim Silva, 56/9º, na Lapa, Centro do Rio, a partir das 18h30. A nova direção compõe a chapa “Unidade para fortalecer ainda mais a TVC-Rio”, reeleita em maio. O presidente da ABCCOM, Associação Brasileira dos Canais Comunitários, da qual a TVC-Rio é filiada, Edivaldo Farias, já confirmou sua presença.
Serão empossados os representantes das associadas da TVC-Rio, para compor os Conselhos que dirigirão a Instituição nos próximos dois anos. São eles: o Coordenador Geral, Moysés C. Corrêa – ABCI; a Coordenadora Administrativa, Olga Amélia S. Telles – MODECON; o Coordenador Financeiro, Anoar Salles – MONAE; o Coordenador de Recursos Técnicos e Operacionais, Francisco Soriano – SINDIPETRO-RJ; o Coordenador de Programação, Reinaldo J. Cunha – AULA; o Coordenador de Relações Institucionais, Marcos F. G. Oliveira – SINTE-RJ; e o Coordenador de Capacitação e Produção, José Carlos Madureira –Sindicato dos Sociólogos-RJ.
E também: Paulo Sérgio Farias – CTB/RJ; Otávio L. Neto – Sindimetal/Rio; Sônia Latgé – Cebrapaz; Léo Malina – Anima Proj. Sociais; Paulo Metri – Clube de Engenharia; João Victor Campos – AEPET; Cíntia de S. Goulart – IDZ; e Sebastião José da Silva – NCST/RJ.
Para o Conselho Fiscal, Sebastião Amoêdo – Conselho de Minerva (UFRJ); Ruy P. Marcenal – Centro São Judas Tadeu; e Monica Miranda – UBM. E os suplentes: José Ribamar Filho – Unegro; Maria José Silva –ADE-Brasil; e Ângela Ramos de Sá – Anfapa. Para o Conselho de Ética: Tonila Ferreira – Femulher; Marli do Carmo Costa – Amarm; Carlos Gaia – APAVAT; Ana M. Leite – Centro Oca dos Curumins; e Bruno de Oliveira – Assoc. de Moradores da Comunidade Vila Maria.
Para a ocasião, foram convidados os vereadores, o prefeito Eduardo Paes e seus secretários, as bancadas de deputados estaduais, as bancadas de senadores, o governador Sérgio Cabral e seus secretários, as associadas da TVC-Rio, as centrais sindicais, partidos políticos, ministérios com sede no Rio, principalmente o Ministério da Cultura (MinC), que concedeu à TVC-Rio o Prêmio de Mídia Livre.
domingo, 20 de junho de 2010
José Saramago - fragmentos

Achávamos que pela simples reforma econômica chegaríamos ao tal de 'novo homem'. O novo homem só virá pela reforma da mentalidade. Hoje somos poucos comunistas, mas talvez por isso sejamos os melhores... É melhor poucos bons comunistas com mentalidade socialista, que muitos maus. Não me importo se eu chegar a ser o único comunista vivo sobre a terra. Talvez seja mais fácil ser capitalista. Talvez o homem seja por instinto mais capitalista... Eu prefiro o homem mais civilizado por uma mentalidade socialista.
José Saramago, Folha de SP, 15/8/92
Pergunto o que seria de todos nós se não viesse a poesia ajudar-nos a compreender quão pouca claridade têm as coisas a que chamamos claras.
Saramago - A Jangada de Pedra
Se encontrássemos o Diabo e ele deixasse que o abríssemos, talvez tivéssemos a surpresa de ver saltar Deus lá de dentro.
José Saramago - O Evangelho Segundo Jesus Cristo
E, contudo, Deus está inocente. Inocente como algo que não existe, que não existiu nem existirá nunca, inocente de haver criado um universo inteiro para colocar nele seres capazes de cometer os maiores crimes para logo virem justificar-se dizendo que são celebrações do seu poder e da sua glória.
José Saramago - em artigo sobre o atentado ao World Trade Center - Folha On-Line - 19/09/2001
Cuba não ganhou uma batalha heróica ao executar esses três homens, mas perdeu minha confiança, destruiu minha esperança e traiu meus sonhos
José Saramago, sobre a execução de três cubanos condenados por seqüestrar uma balsa – El Pais – 14 de abril de 2003
Sem a morte, deixaríamos de filosofar, porque o olhar filosófico sobre os seres que somos tem de concentrar essa espécie de buraco negro que é a morte. Esse é o ponto de fixação.(...). Não que se deseje a morte, mas, no fundo, fica-se um pouco impaciente.
José Saramago, sobre seu livro “As Intermitências da Morte” - Revista Época - 31/10/2005
A primeira medida [de Obama] deveria ser derrubar a vergonha que é o campo de concentração e tortura de Guantánamo e pedir desculpas a Cuba
José Saramago, escritor – O Globo – 09/11/2008
Uma boa doença vale por toda a obra de Paulo Coelho
José Saramago, logo depois de dizer que enfrentou a proximidade da morte, ao ficar gravemente doente, sem precisar do auxílio dos livros de Paulo Coelho – Abril.com - 25/11/2008
Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. O que isso quer dizer? Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista.
José Saramago - Folha de São Paulo – 01/12/12008
Se o ridículo matasse não restaria de pé um único político ou um único soldado israelita, esses especialistas em crueldade, esses doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação. Compreendemos melhor o deus bíblico quando conhecemos os seus seguidores. Jeová, ou Javé, ou como se lhe chame, é um deus rancoroso e feroz que os israelitas mantêm permanentemente actualizado.
José Saramago, sobre os massacres cometidos por forças israelenses na Faixa de Gaza – Dezembro de 2008 - http://caderno. josesaramago.org
Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano, uma coisa que dá festas, organiza orgias e manda num país chamado Itália. Esta coisa, esta enfermidade, este vírus ameaça ser a causa da morte moral do país de Verdi se um vômito profundo não conseguir arrancá-lo da consciência dos italianos antes que o veneno acabe corroendo-lhes as veia e destroçando o coração de uma das mais ricas culturas européias.
José Saramago, sobre o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi – El País – 07/06/2009
Não tenho a menor dúvida de que Berlusconi quer implantar o fascismo na Itália. Não é um fascismo como o dos anos 30, feito de gestos ridículos como levantar o braço. Mas tem outros gestos igualmente ridículos. Não será um fascismo de camisas negras, mas de gravatas Armani.
José Saramago, em turnê pela Itália, para apresentar seu livro "O Caderno" – El Pais – 16/10/2009
A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana.
José Saramago – Religión Digital – 19/10/2009
José Saramago, Folha de SP, 15/8/92
Pergunto o que seria de todos nós se não viesse a poesia ajudar-nos a compreender quão pouca claridade têm as coisas a que chamamos claras.
Saramago - A Jangada de Pedra
Se encontrássemos o Diabo e ele deixasse que o abríssemos, talvez tivéssemos a surpresa de ver saltar Deus lá de dentro.
José Saramago - O Evangelho Segundo Jesus Cristo
E, contudo, Deus está inocente. Inocente como algo que não existe, que não existiu nem existirá nunca, inocente de haver criado um universo inteiro para colocar nele seres capazes de cometer os maiores crimes para logo virem justificar-se dizendo que são celebrações do seu poder e da sua glória.
José Saramago - em artigo sobre o atentado ao World Trade Center - Folha On-Line - 19/09/2001
Cuba não ganhou uma batalha heróica ao executar esses três homens, mas perdeu minha confiança, destruiu minha esperança e traiu meus sonhos
José Saramago, sobre a execução de três cubanos condenados por seqüestrar uma balsa – El Pais – 14 de abril de 2003
Sem a morte, deixaríamos de filosofar, porque o olhar filosófico sobre os seres que somos tem de concentrar essa espécie de buraco negro que é a morte. Esse é o ponto de fixação.(...). Não que se deseje a morte, mas, no fundo, fica-se um pouco impaciente.
José Saramago, sobre seu livro “As Intermitências da Morte” - Revista Época - 31/10/2005
A primeira medida [de Obama] deveria ser derrubar a vergonha que é o campo de concentração e tortura de Guantánamo e pedir desculpas a Cuba
José Saramago, escritor – O Globo – 09/11/2008
Uma boa doença vale por toda a obra de Paulo Coelho
José Saramago, logo depois de dizer que enfrentou a proximidade da morte, ao ficar gravemente doente, sem precisar do auxílio dos livros de Paulo Coelho – Abril.com - 25/11/2008
Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. O que isso quer dizer? Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista.
José Saramago - Folha de São Paulo – 01/12/12008
Se o ridículo matasse não restaria de pé um único político ou um único soldado israelita, esses especialistas em crueldade, esses doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação. Compreendemos melhor o deus bíblico quando conhecemos os seus seguidores. Jeová, ou Javé, ou como se lhe chame, é um deus rancoroso e feroz que os israelitas mantêm permanentemente actualizado.
José Saramago, sobre os massacres cometidos por forças israelenses na Faixa de Gaza – Dezembro de 2008 - http://caderno. josesaramago.org
Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano, uma coisa que dá festas, organiza orgias e manda num país chamado Itália. Esta coisa, esta enfermidade, este vírus ameaça ser a causa da morte moral do país de Verdi se um vômito profundo não conseguir arrancá-lo da consciência dos italianos antes que o veneno acabe corroendo-lhes as veia e destroçando o coração de uma das mais ricas culturas européias.
José Saramago, sobre o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi – El País – 07/06/2009
Não tenho a menor dúvida de que Berlusconi quer implantar o fascismo na Itália. Não é um fascismo como o dos anos 30, feito de gestos ridículos como levantar o braço. Mas tem outros gestos igualmente ridículos. Não será um fascismo de camisas negras, mas de gravatas Armani.
José Saramago, em turnê pela Itália, para apresentar seu livro "O Caderno" – El Pais – 16/10/2009
A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana.
José Saramago – Religión Digital – 19/10/2009
Visite o site da Fundação José Saramago
Postado por Sergio Domingues
em sindserj.googlegroups.com
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Visite o site da Fundação José Saramago www.josesaramago.org/
SINDSERJ pretende participar do Fórum Nacional dos Trabalhadores na Assistência Social
Em carta à Federação Nacional dos Assistentes Sociais – FENAS - o presidente do SINDSERJ, Nilton Soares, encaminhou solicitação para que o SINDSERJ, através do seu vice-presidente, Ubirajara Marques, participe do Fórum Nacional dos Trabalhadores na Assistência Social, entendendo que esse é um importante fórum de discussão dos problemas sociais no país.
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